Rússia pede que Índia e Paquistão evitem uma guerra

Moscou, 27 dez (EFE).- A Rússia pediu à Índia e ao Paquistão a máxima contenção para evitar confrontos na fronteira que possam levar a conflito armado, e solicitou também que juntem os esforços na luta contra a internacional terrorista.

EFE |

"Moscou recebe com extrema preocupação as informações de que dos dois lados da fronteira indo-paquistanesa ocorre uma concentração em grande escala de Forças Armadas e técnica militar", declarou o Ministério de Assuntos Exteriores russo, em comunicado.

A Chancelaria russa denunciou que "a tensão na região chegou a um nível perigoso" e que "existem testemunhos alarmantes de que Nova Délhi e Islamabad não descartam a possibilidade de usar a força militar".

"A Rússia chama energicamente a Índia e o Paquistão a que mostrem a máxima contenção e não permitam que a situação na fronteira chegue ao uso da força", indica a nota.

Acrescenta que "a única forma correta de regular os problemas existentes entre os dois países vizinhos e agravados após os ataques terroristas em Mumbai são as negociações e a intensificação da luta conjunta contra o terrorismo, para impedir sua difusão".

"O agravamento do confronto entre Nova Délhi e Islamabad só favorece seu inimigo comum, a internacional terrorista, cujo objetivo colocar em conflito Índia e Paquistão para desestabilizar a situação no sul da Ásia", segundo Moscou.

A Chancelaria russa advertiu que "essa perspectiva é especialmente perigosa em vista de que estes dois Estados possuem de fato armas nucleares", segundo o texto publicado no site ministerial.

Moscou espera que os Governos indiano e paquistanês, conscientes de sua "responsabilidade pela manutenção da paz e da segurança regional", façam tudo o possível para atenuar a tensão nas relações bilaterais com métodos políticos e diplomáticos.

"A Rússia está disposta a prestar a Nova Délhi e a Islamabad toda sua cooperação", conclui o comunicado, que se junta às chamadas de China e Estados Unidos, que também pediram à Índia e ao Paquistão para deter a escalada de tensão e iniciar negociações. EFE si/an

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