Rússia pede que Geórgia e Ossétia do Sul evitem intensificar conflito

Tbilisi, 6 ago (EFE).- A Rússia pediu hoje à Geórgia e à região separatista da Ossétia do Sul que evitem uma escalada do conflito, depois de autoridades da região separatista informarem sobre intensos combates com tropas georgianas.

EFE |

"Deve-se tomar medidas urgentes para reduzir o nível de confronto militar entre ambas as partes", informou Boris Malakhov, porta-voz do ministério de Assuntos Exteriores russo.

O funcionário russo reconheceu que a situação na região era "complicada", mas que não havia razões para "pânico".

"A Rússia atua nesta situação como um mediador responsável, que deseja reduzir a tensão e conseguir o reatamento das negociações para solucionar o conflito", apontou.

Com esse objetivo, o emissário especial da Chancelaria russa, Yuri Popov, viajará esta noite a Tbilisi.

O Ministério do Interior da Ossétia do Sul, Mikhail Mindzáyev, informou hoje à Agência Efe em Tbilisi sobre intensos combates entre seus soldados e forças especiais da Geórgia junto à aldeia georgiana de Nuli.

Outras fontes separatistas indicaram que os soldados da Ossétia do Sul destruíram dois blindados georgianos.

Já o porta-voz do Ministério do Interior da Geórgia, Shota Utiashvili, negou em declarações à Agência Efe que tenha acontecido um combate.

"O que ocorreu é que os homens da Ossétia abriram fogo com armas leves e lança-granadas contra a aldeia de Nuli. Advertimos a eles que responderíamos, depois de terminarem os tiros", declarou Utiashvili, que reafirmou que atualmente a situação nessa região é calma.

Na semana passada, a região já foi cenário de trocas de tiro, nos quais morreram seis pessoas, todas elas da Ossétia, e cerca de 30, incluindo georgianos, ficaram feridas.

Os separatistas, que controlam 65% do território da Ossétia do Sul, e georgianos se acusaram mutuamente de iniciar as hostilidades, que ameaçam reativar o conflito que entre 1990 e 1992 deixou dois mil mortos.

A Rússia deu cidadania a maioria dos habitantes da Ossétia do Sul e da Abkházia, política que o Governo de Tbilisi denunciou como de anexação encoberta. EFE io/rb/rr

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