Rússia pede que comunidade internacional modere declarações contra Moscou

Bruxelas, 20 ago (EFE).- O embaixador russo perante a Otan, Dmitri Rogózin, pediu hoje à comunidade internacional que modere o tom de suas declarações e críticas contra Moscou e denunciou o trabalho de propaganda que a imprensa ocidental realiza contra seu país.

EFE |

Rogózin criticou em entrevista coletiva alguns comentários dos países-membros da Otan, que ontem decidiram endurecer sua postura frente à Rússia e combinar que as relações entre as duas partes não podem continuar como até agora, após a atuação de Moscou no conflito da Geórgia.

O diplomata fez um apelo para manter o "sangue frio" e "deter a demagogia" para iniciar uma "discussão séria" sobre os passos seguintes a serem dados, pois "o primeiro é a paz no Cáucaso e na Europa".

Além disso, lamentou que a Rússia saia de forma negativa nas manchetes da imprensa européia e americana, quando, na sua opinião, o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, é o responsável pela situação, um "criminoso de guerra que deveria ser julgado".

"Estamos escutando tantas coisas nos últimos dias que vamos lembrar como os meios de comunicação se transformam em métodos de propaganda", declarou.

Por outro lado, afirmou que a Rússia, que considera "ofensivas" as declarações da Otan, vai estudar sua cooperação com a Aliança "cuidadosamente" e decidir que programas quer manter e quais prefere cancelar.

"Esfriar as relações não quer dizer que vão ser paralisadas", disse.

Em referência à recusa da Rússia de apoiar um projeto de resolução perante o Conselho de Segurança da ONU para sua retirada total da Geórgia, Rogózin reprovou as "imprecisões e contradições" do documento e que só tenham sido recolhidos dois dos seis pontos do plano estipulado com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Qualquer interpretação do plano é inadmissível", afirmou, e defendeu o "cumprimento total" do combinado.

Durante a entrevista coletiva, Rogózin apresentou um vídeo sobre o suposto genocídio realizado pelas tropas georgianas na região separatista da Ossétia do Sul, gravado, segundo ele, durante os primeiros dias do conflito.

"Nós não escondemos nada, apresentamos esta informação e podemos prová-la", declarou. EFE rja/fal

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