Rússia pede à União Européia que evite sanções

MOSCOU (Reuters) - A chancelaria russa disse na sexta-feira que a União Européia não deveria adotar sanções contra Moscou por causa da crise na Geórgia, pois isso afetaria a crescente cooperação entre ambas as partes. Esperamos que a razão prevaleça sobre as emoções, disse o porta-voz Andrei Nesterenko, comentando relatos de que líderes da UE discutirão possíveis sanções à Rússia durante a sua reunião de segunda-feira sobre a crise da Geórgia.

Reuters |

A UE, a exemplo dos EUA, pressiona a Rússia para desocupar imediatamente os territórios invadidos neste mês, quando Moscou repeliu a tentativa georgiana de retomar o controle da região separatista da Ossétia do Sul.

Mas a União Européia tem fortes vínculos econômicos com a Rússia, de cuja energia depende, e por isso há uma divisão dentro do bloco sobre qual seria a melhor reação.

Nesterenko disse que a União Européia está sendo 'empurrada para o confronto com a Rússia por alguns países' -- aparentemente, referia-se aos EUA, maior aliado da Geórgia.

O porta-voz acrescentou que UE e Rússia obtiveram nos últimos tempos um avanço notável em sua parceria, e agora estão 'à beira de um grande progresso nas relações'.

Há discussões para um novo tratado que estabeleceria o marco das relações bilaterais, e a Rússia recentemente aceitou participar de uma força de paz sob liderança dos EUA no Chade e na República Centro-Africana.

'A realidade é que devemos trabalhar juntos para resolver os problemas globais. Confiamos na objetividade dos líderes da UE e contamos com a continuação da nossa cooperação, benéfica para os povos da Rússia e da União Européia', declarou Nesterenko.

Esse tom conciliatório contrasta com uma declaração mais forte do porta-voz a respeito da Otan, aliança militar ocidental que também se posicionou contra a operação russa.

De acordo com Nesterenko, a Otan faz acusações levianas e politicamente motivadas ao dizer que a Rússia violou o direito internacional.

'Nos últimos anos, a Otan mais de uma vez (...) violou a Carta da ONU e o direito internacional. Por isso não tem direito moral de reivindicar o papel de mentor em relações internacionais e de avaliar as ações de outros Estados.'

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