Viena, 8 ago (EFE) - A reunião extraordinária da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), realizada de urgência esta tarde em Viena, refletiu as posições contrárias de Moscou, que afirma que não está em guerra com a Geórgia, como denuncia Tbilisi, que, por sua vez, pediu ajuda à comunidade internacional. Isto é o que se depreende das declarações à imprensa por parte de alguns delegados que participaram da sessão a portas fechadas do Conselho Permanente da organização. A reunião teve duração de duas horas, mas os porta-vozes da OSCE tinham advertido antes do início de que não se previa entrevista coletiva nem comunicado oficial sobre seu resultado. Ao deixar o encontro, o chefe da missão permanente da Rússia perante a OSCE, Vladimir Voronkov, assegurou: Isto não é nenhum conflito entre Rússia e Geórgia, é algo que rejeito categoricamente. Ele afirmou que Moscou mantém seu propósito de enviar só 500 soldados russos à região georgiana da Ossétia do Sul, como parte das tropas internacionais de paz que se encontram estacionadas ali desde 1992. Segundo Voronkov, a Rússia não enviou mais tropas nem tanques à zona em conflito. No entanto, o representante georgiano, Victor Dolidze, acusou a Rússia de apoiar militarmente os separatistas da conflituosa região e disse que espera que a comunidade internacional pressione Moscou para conseguir o fim da intervenção. A Geórgia se encontra em uma situação de defesa própria, disse Dolidze...

), entre eles, também os Estados Unidos", afirmou Voronkov.

Por sua parte, os EUA, de acordo com o discurso da missão permanente do país perante a OSCE divulgado à imprensa, destacou o apoio à "soberania e integridade territorial da Geórgia".

"Estamos muito preocupados sobre os relatórios que indicam que um grande número de tropas e tanques russos estão passando o túnel de Roki, em violação da soberania e integridade da Geórgia", assinalou a representação americana. EFE wr/db

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