Moscou - O Serviço Federal de Segurança russo (FSB) patrulhará a fronteira entre as regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia e o resto do território georgiano administrado por Tbilisi.

Um acordo fronteiriço a respeito será assinado por Moscou e os separatistas quando a Duma (câmara baixa russa) ratificar no final do mês os convênios de amizade, cooperação e assistência mútua em caso de agressão exterior.

Reuters

Tropas russas entraram em conflito com georgianas

"A vigilância conjunta da fronteira da Abkházia ajudará a reduzir ao mínimo os ataques subversivos no distrito de Gali, por parte dos serviços especiais georgianos", afirmou Ruslan Kishmaria, assessor do presidente da Abkházia, Serguei Bagapsh, à agência russa "Interfax".

Kishmaria expressou sua confiança em que a Rússia ajudará a Abkházia a construir a infra-estrutura limítrofe "ao longo dos 80 quilômetros de fronteira com a Geórgia" para evitar incursões inimigas.

"Quanto mais segura for a fronteira com a Geórgia, mais permeável será a fronteira da Abkházia com a Rússia", disse.

AP
Manifestantes pediram o fim da ocupação russa
O ministro de Assuntos Exteriores osseta, Murat Dzhioyev, confirmou à "Interfax" que a Ossétia do Sul assinará em breve um acordo limítrofe com a Rússia, cujas tropas fronteiriças estão subordinadas ao serviço secreto desde a época da União Soviética.

"Esperamos que a Rússia nos apóie na construção da infra-estrutura e em sua proteção conjunta", apontou.

Apesar das críticas, tropas regulares começaram na semana passada a se posicionar na Abkházia, que habilitará com esse objetivo uma base aérea e outra naval, e na Ossétia do Sul, onde será estabelecida uma base terrestre.

O presidente da Abkházia, Serguei Bagapsh, adiantou que a região separatista abrigará duas bases militares russas no aeroporto de Gudauta e no porto de Ochamchira.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, chamou de "inaceitável" a decisão russa de manter tropas permanentes nas regiões separatistas georgianas.

De Hoop Scheffer considera que o acordo de desdobramento de tropas russas é uma violação flagrante do acordo europeu de cessar-fogo.

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