Rússia investiga suposto genocídio na Ossétia do Sul

A procuradoria russa anunciou, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação criminal sobre as acusações de genocídio e assassinato de membros de forças de paz e civis que teriam sido cometidos pelas forças georgianas na região separatista da Ossétia do Sul. Investigadores russos afirmam que possuem uma lista com 133 nomes de civis que foram mortos na Ossétia do Sul.

BBC Brasil |

A relação teria sido feita depois de uma investigação preliminar com parentes e autoridades locais na Ossétia do Sul e com refugiados na Rússia.

Segundo a procuradoria, a lista inclui corpos encontrados pelos próprios investigadores russos e informações recolhidas em enterros presenciados por eles.

Valas temporárias
De acordo com as autoridades russas, esse número irá aumentar quando forem inclusos os corpos das vítimas enterradas em valas temporárias em quintais ou nas margens das estradas.

A procuradoria ressalta ainda que o total de vítimas não ficará claro até que os milhares de refugiados retornem para suas casas.

Apesar disso, o número recente divulgado pela Rússia contradizem a declaração anterior feita pelo país de que apenas 16 pessoas haviam morrido durante o conflito na Ossétia do Sul.

O grupo americano de direitos humanos Human Rights Watch disse à BBC que uma investigação feita por seus agentes identificou danos massivos em áreas residenciais da capital, Tskinvali. Segundo a ONG, a análise feita pelo grupo sugere que dezenas de pessoas teriam morrido na região, e não milhares.

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