Rússia invadiu a Geórgia por interesses energéticos, diz presidente georgiano

Valência (Espanha), 18 nov (EFE).- O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, pediu hoje aos países europeus que não considerem a invasão deste país por parte da Rússia, em agosto, como um caso isolado e afirmou que esse país agiu movido pela defesa de interesses energéticos.

EFE |

Em seu discurso no dia de encerramento da 54ª Assembléia Parlamentar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Valência, onde a Geórgia assiste como convidado e aspirante a uma futura incorporação à Aliança Atlântica, Saakashvili afirmou que uma atuação semelhante russa pode voltar a ocorrer em outros países.

O presidente georgiano teve que responder a opiniões de delegados de diferentes países, como Ucrânia, Grécia ou França, contrários, na maioria, à resposta militar oferecida pela Geórgia ao conflito ocorrido em agosto, em sua fronteira.

O presidente da Geórgia respondeu que foi "a violação mais flagrante e condenável do direito internacional desde a Segunda Guerra Mundial", e sustentou que a Rússia preparou o ato com muito adiantamento, por isso foi uma ação "premeditada, preparada diplomata e militarmente" pelo Governo de Moscou por "meses, inclusive anos antes".

Sobre a razão pela qual a Geórgia se negou a assinar uma declaração de não violência com a região da Ossétia do Sul, Saakashvili reiterou sua intenção de não ratificar "nada que leve em conta as tropas russas" e que dê "mais argumentos" para a intervenção deste país.

De acordo com Saakashvili, a justificativa da ação militar russa se resume nos interesses energéticos e no desejo de Moscou de ampliar nos próximos anos "o monopólio de suas provisões energéticas". EFE cbr/an

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