39 mortos no duplo atentado lançado na segunda-feira por duas mulheres-bomba no sistema de metrô de Moscou. As cerimônias de homenagem aos mortos ocorrem no mesmo dia em que o presidente do país, Dmitri Medvedev, pediu o reforço da legislação antiterrorista para melhorar a eficiência dos órgãos do governo e prevenir novos ataques." / 39 mortos no duplo atentado lançado na segunda-feira por duas mulheres-bomba no sistema de metrô de Moscou. As cerimônias de homenagem aos mortos ocorrem no mesmo dia em que o presidente do país, Dmitri Medvedev, pediu o reforço da legislação antiterrorista para melhorar a eficiência dos órgãos do governo e prevenir novos ataques." /

Rússia homenageia mortos e Medvedev pede reforço de lei antiterror

A população russa está de luto nesta terça-feira pelos http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/29/mulheres+bomba+atacam+metro+de+moscou+e+matam+38+9442767.html39 mortos no duplo atentado lançado na segunda-feira por duas mulheres-bomba no sistema de metrô de Moscou. As cerimônias de homenagem aos mortos ocorrem no mesmo dia em que o presidente do país, Dmitri Medvedev, pediu o reforço da legislação antiterrorista para melhorar a eficiência dos órgãos do governo e prevenir novos ataques.

iG São Paulo |

"Precisamos prestar mais atenção no aperfeiçoamento da legislação destinada a prevenir o terrorismo, incluindo à que se refere ao trabalho de quem investiga esses crimes", disse Medvedev. A declaração foi feita após surgirem críticas sobre o desempenho das autoridades, muito censuradas pela política de segurança.

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Menino faz o sinal da cruz durante serviço religioso em catedral de Moscou

Menino faz o sinal da cruz durante serviço religioso em catedral de Moscou

Para o presidente russo, deve-se melhorar o funcionamento dos tribunais na aplicação dos artigos do código penal relativos ao terrorismo. Ele também destacou a necessidade de aumentar a segurança no transporte e em lugares públicos onde se concentram grandes quantidades de pessoas.

Os moscovitas levaram flores às estações de metrô Lubyanka e Park Kultury, no centro da capital, onde duas mulheres acionaram as cargas explosivas que transportavam em uma hora de pico da manhã de segunda-feira deixando 39 mortos e dezenas de feridos.

Uma vigília de orações foi organizada para o meio-dia pela Igreja Ortodoxa em memória das vítimas na catedral do Cristo Salvador, maior estabelecimento religioso de Moscou.

Durante o dia de luto, decretado pela prefeitura, as bandeiras foram hasteadas a meio pau e os teatros e redes de televisão cancelaram suas programações de entretenimento.

Críticas ao governo

Vários policiais foram mobilizados no metrô da capital, o que não impediu a imprensa de acusar o governo do primeiro-ministro Vladimir Putin de ter fracassado em prevenir os atentados, atribuídos pelas autoridades aos insurgentes islamitas do Cáucaso russo.

"Nos últimos anos, as autoridades e as redes de televisão públicas (pró-Kremlin) levaram os russos a acreditar que o terrorismo estava localizado no Cáucaso Norte e não ameaçava os cidadãos", indicou o jornal Vedomosti.

Desde os anos 90, Moscou foi sacudida várias vezes por violentas explosões, mas o último grande ataque no metrô, com 41 mortos e 250 feridos, foi registrado em fevereiro de 2004.

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Homem coloca vela em memória de mortos em explosões em metrô do lado de fora de estação Lubyanka

Homem coloca em memória de mortos do lado de fora de metrô

Os atentados executados na segunda-feira pelas duas mulheres comoveram o país, lembrando os trágicos dias, há menos de uma década, em que várias terroristas suicidas, chamadas de "viúvas negras", praticaram uma série de ataques mortais.

Viúvas negras

O nome "viúvas negras" se deve ao fato de muitas dessas mulheres serem parentes de homens mortos em operações das forças de segurança nas repúblicas russas do Cáucaso Norte - região de maioria muçulmana assolada por uma violenta insurgência - e terem se tornado terroristas suicidas para se vingar das autoridades de Moscou.

Os atentados não foram reivindicados até o momento, mas um grupo islamita dirigido pelo líder rebelde checheno Doku Umarov havia recentemente convocado seus seguidores a atacar a capital russa.

Segundo fontes da investigação citadas pelo diário Kommersant, um líder islamita ligado a Umarov - Alexander Tijomirov, conhecido também como Said Buriatski - morto em uma operação militar russa no início de março, havia recrutado e treinado 30 potenciais suicidas na Ingushétia e na Chechênia.

O presidente checheno, aliado do Kremlin, Ramzan Kadirov, declarou nesta terça-feira que "os terroristas devem ser caçados e (...) envenenados como ratos".

Os investigadores do Ministério Público russo lançaram uma convocação a todas as testemunhas dos atentados, ressaltando que "qualquer informação é importante" para a investigação. Segundo uma fonte dos serviços de segurança, a polícia busca três cúmplices das duas terroristas.

AP
Russa chora morte de neta em Moscou

Russa chora morte de neta em Moscou


O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou que não descarta uma pista estrangeira. "Todos nós sabemos que há terroristas clandestinos muito ativos na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Sabemos que vários atentados são preparados para ser cometidos não apenas no Afeganistão, como também em outros países. Em alguns casos, esses itinerários vão até o Cáucaso russo", disse o ministro.

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