Rússia fecha reator de plutônio para armas

MOSCOU (Reuters) - A Rússia desativou nesta quinta-feira seu último reator capaz de purificar plutônio para uso em armas nucleares, disse a imprensa local, como parte de um acordo com os EUA para evitar que o material nuclear caia nas mãos de terroristas ou de outros países. O reator, conhecido como ADE-2, foi inaugurado em 1964, numa instalação secreta perto da cidade siberiana de Zheleznogorsk. Com o fim da Guerra Fria, a Rússia não teve mais necessidade de produzir plutônio para armas, pois já possuía um estoque desse material em milhares de armas nucleares inutilizadas. O tamanho exato da reserva de plutônio é um segredo de Estado.

Reuters |

Preocupados com a venda de material nuclear no mercado negro, EUA e Rússia decidiram em 2003 que Moscou desativaria seus reatores de produção de plutônio enriquecido.

O presidente Dmitry Medvedev confirmou o fechamento do reator ADE-2 na terça-feira, durante a cúpula sobre segurança nuclear em Washington.

"Este importante passo à frente continua a demonstrar a liderança russa nas questões de segurança nuclear, e dará impulso ao nosso esforço global compartilhado", disse o presidente dos EUA, Barack Obama, na ocasião.

A agência local de notícias RIA disse que, mesmo sem produzir plutônio, o reator local continuará gerando calor e eletricidade para a população local.

Conforme um acordo assinado pelos chanceleres Sergei Lavrov e Hillary Clinton, Rússia e EUA se comprometem a consumir -- e portanto inutilizar -- 34 toneladas de plutônio em seus reatores.

(Reportagem de Conor Sweeney)

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