Moscou, 29 jul (EFE).- A Rússia sugeriu hoje a um diplomata ucraniano que deixe território russo e ameaçou expulsar outro, sem declará-los persona non grata, em resposta a medidas similares adotadas por Kiev sobre o pessoal diplomático russo.

A Rússia qualificou de "provocação", "ato não amistoso" e "passo abertamente antirrusso" a recente decisão da Ucrânia de obrigar um conselheiro maior da embaixada da Rússia em Kiev e o cônsul-geral russo no porto de Odessa a abandonarem o país.

Em resposta, o Ministério de Exteriores russo propôs hoje que um conselheiro da Embaixada da Ucrânia em Moscou e ao cônsul-geral ucraniano em São Petersburgo deixem a Rússia.

A Chancelaria russa anunciou que deixa em suspenso a aplicação desta medida ao cônsul-geral ucraniano em São Petersburgo levando em conta que Kiev, por enquanto, deteve a expulsão do representante diplomata russo em Odessa.

"A parte russa percebe a atitude das autoridades de Kiev como um passo abertamente antirrusso, que prejudica as relações", e como "uma ação provocadora que não pode ficar sem resposta", afirmou a Chancelaria russa em comunicado.

O Governo de Kiev expressou seu descontentamento por ocasião de vários incidentes em torno das unidades navais russas em Sebastopol, acusadas de transportar mísseis em caminhões pela cidade sem aviso prévio nem autorização oficial ucraniana.

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, qualificou de "provocação pura" o passo de Kiev, que, em sua opinião, coincidiu com a recente visita à Ucrânia do vice-presidente americano, Joe Biden.

Em resposta, a Ucrânia considerou "dura e inadequada" demais a reação de hoje de Moscou, segundo disse em Kiev à agência russa "Interfax" um alto diplomata desse país. EFE bk/db

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