Rússia expressa preocupação com rearmamento da Geórgia

Moscou, 23 jul (EFE).- A Rússia está profundamente preocupada com o rearmamento da Geórgia e pretende impedi-lo, afirmou hoje o vice-ministro de Assuntos Exteriores russo, Grigori Karasin.

EFE |

"Nos preocupa profundamente a atividade do Governo georgiano rumo ao rearmamento do país", disse Karasin em entrevista à agência oficial russa "Itar-Tass".

O vice-ministro considerou como "surpreendente" que esta política seja recebida "com tranquilidade e inclusive de maneira positiva" em alguns países.

As declarações do diplomata russo coincidem com a visita à Geórgia do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que chegou ontem a Tbilisi para expressar o respaldo de Washington à soberania e integridade territorial georgianas.

"Vamos continuar impedindo o rearmamento do Governo (do presidente georgiano, Mikhail) Saakashvili", enfatizou Karasin, ao advertir que Moscou estudará a interrupção da cooperação militar com os países que fornecerem armas de fabricação russa ou soviética à Geórgia.

Segundo Moscou, a Ucrânia cedeu armamento que foi usado pelos georgianos contra as tropas russas durante a "operação para impor a paz à Geórgia", nome que o Kremlin deu para a guerra na região separatista georgiana da Ossétia do Sul e para a invasão do território georgiano em agosto do ano passado.

Karasin disse hoje que Moscou tem informações de que o Governo georgiano prepara "diversas atividades" para o aniversário do conflito bélico, "evidentemente de caráter provocador", na fronteira com a Ossétia do Sul.

O Kremlin justificou a entrada do Exército russo no território da Geórgia com a necessidade de defender a população da Ossétia do Sul das tropas georgianas.

Imediatamente após o conflito bélico, a Rússia reconheceu as independências da Ossétia do Sul e da Abkházia, outra região separatista georgiana. EFE bsi/bba

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