Rússia estranha movimentação de tropas ucranianas à fronteira comum

Moscou, 4 dez (EFE) - O Exército russo declarou hoje que não pretende atacar a Ucrânia e criticou os planos da defesa ucraniana de enviar mais tropas à fronteira entre ambos os países. A Rússia não representa qualquer ameaça para a Ucrânia e não abriga planos nem intenções de resolver à força os problemas existentes nas relações bilaterais, afirmou o general Anatoli Nogovitsin, subchefe do Estado-Maior do Exército russo. Neste contexto, o general disse que o comando militar russo está assombrado e desconcertado com os planos do ministro da Defesa ucraniano, Yuri Yekhanurov, de movimentar mais tropas em direção à fronteira com a Rússia, levando em conta a operação militar russa contra a Geórgia de agosto, segundo a agência Interfax. Na semana passada, Yekhanurov destacou que a Ucrânia deve tirar conclusões do conflito com a Geórgia, a primeira intervenção militar russa no exterior desde a queda da União Soviética, e fortalecer em 2009 sua capacidade defensiva. Os fatos do Cáucaso obrigam cada país de nossa região a se preocupar com sua segurança perante os novos desafios. Acontece que nem tudo está tranqüilo e que na Europa ainda são possíveis os conflitos armados, afirmou o ministro ucraniano.

EFE |

Na quarta-feira, Yekhanurov afirmou que "os movimentos das tropas ucranianas não representarão qualquer ameaça para a Federação da Rússia", e serão realizados em 2009 após a aprovação do Gabinete de Ministros.

No entanto, o chefe adjunto do Estado-Maior russo declarou que a Rússia atuou no Cáucaso respondendo a uma "agressão" da Geórgia contra a Ossétia, e que os planos de Kiev têm um "claro cenário político" e são "um lamentável erro".

"Trata-se de outra tentativa da direção política e militar da Ucrânia de apresentar a Rússia como um 'inimigo externo' que ameaça supostamente sua segurança e integridade territorial, distraindo, assim, o povo ucraniano dos muitos problemas internos", afirmou.

Ele acrescentou que a Ucrânia, em meio à crise financeira global, "não deve complicar as relações com a Rússia, (...) mas preocupar-se com os problemas econômicos, em particular como pagar suas dívidas pelo gás russo". EFE si/db

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