Rússia envia mais contingentes de paz para regiões separatistas georgianas

Moscou, 29 abr (EFE).- A Rússia enviou mais contingentes de paz para as regiões separatistas georgianas da Abkhazia e da Ossétia do Sul diante do agravamento da situação, informou hoje o Ministério da Defesa russo.

EFE |

A medida foi adotada por causa do "aumento do agrupamento de tropas georgianas nas proximidades das áreas de conflito e da ameaça do uso da força", diz um comunicado desta pasta.

O Ministério da Defesa anunciou que o comando das tropas de paz da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) "se viu obrigado a instalar 15 postos de observação adicionais ao longo da fronteira administrativa entre Geórgia e Abkhazia".

Afirmou, além disso, que o aumento do contingente está no âmbito dos acordos anteriores alcançados pelo Conselho de Chefes de Estado da CEI.

"Qualquer tentativa de a Geórgia empregar a força para solucionar os conflitos, de usar medidas violentas contra as tropas de pacificação russas, assim como contra os cidadãos russos que estão em território da Abkhazia e da Ossétia do Sul receberá uma resposta dura e adequada", acrescenta o texto.

O Ministério da Defesa denunciou que "a política do Governo georgiano afirma não regular os conflitos, mas sim a desestabilização, a militarização do país, o aumento de seu poder bélico e a concentração de Forças Armadas georgianas nas fronteiras com a Geórgia e a Abkhazia".

Pouco antes, o Ministério de Assuntos Exteriores denunciou que no alto do desfiladeiro de Kodori, a única parte da Abkhazia que a Geórgia controla, há mais de 1.500 homens da Polícia e das forças armadas georgianas.

"A análise da composição das estruturas de força presentes nesta região permitem concluir que está sendo preparada uma cabeça de ponte para começar uma operação militar contra a Abkhazia", afirma o Ministério.

A Abkhazia e a Ossétia do Sul se dividiram de fato da Geórgia no início da década de 90, após inúmeros conflitos armados, nos quais, segundo as autoridades georgianas, os separatistas contaram com a ajuda militar da Rússia. EFE egw/fal

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