Rússia elogia resultado de cúpula da UE sobre a Geórgia

MOSCOU (Reuters) - A Rússia elogiou nesta terça-feira o resultado da cúpula de líderes da União Européia sobre o conflito na Geórgia, qualificando a abordagem do bloco como responsável. A UE condenou a invasão russa à Geórgia, realizada no mês passado para impedir a tentativa de Tbilisi de retomar o controle da região separatista da Ossétia do Sul. O bloco condenou também o reconhecimento russo da Ossétia do Sul e de outra região separatista georgiana, a Abkházia, como Estados independentes.

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Mas os líderes da UE reunidos em Bruxelas não quiseram impor punições imediatas à Rússia e decidiram apenas congelar um novo acordo de parceria.

'Alguns Estados pediram a imposição de sanções sobre a Rússia, além do congelamento das relações com o país', disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, na primeira reação de Moscou à cúpula.

'Mas o ponto principal é que... a maioria dos Estados da UE teve uma abordagem responsável e confirmou o curso em direção a uma parceria com a Rússia, percebendo muito bem os benefícios mútuos da cooperação', disse um comunicado do Ministério.

A UE, principal parceira comercial de Moscou, depende muito do suprimento de energia vindo da Rússia.

O Ministério das Relações Exteriores disse que a Rússia discorda que o país tenha usado uma 'força desproporcional', frase que consta na declaração final da cúpula. Moscou também não gostou dos planos de suspender as negociações do tratado de parceria.

'Nossa cooperação traz benefícios mútuos e o preço disso é tão alto que seria no mínimo insensato arriscar', disse.

Segundo o Ministério, Moscou se compromete a continuar o diálogo sobre todas as questões, incluindo aquelas em que as posições divergem.

A cúpula da UE anunciou também que as relações futuras com a Rússia dependerão de como a Rússia obedecer a um acordo de paz mediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que viaja a Tbilisi e Moscou na semana que vem para avaliar os progressos do acordo.

O Ministério defende que a Rússia cumpriu todas as suas obrigações.

(Reportagem de Oleg Shchedrov)

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