Rússia e UE assinam protocolo para o trânsito de gás russo pela Ucrânia

A Rússia e a União Européia (UE) assinaram neste sábado um protocolo de acordo para verificar o trânsito de gás pela Ucrânia, constatou uma jornalista da AFP.

AFP |

O acordo, que especifica as condições para o controle da passagem do gás russo pelo território ucraniano para a Europa. foi assinado pelo vice-primeiro-ministro russo, Igor Setchin, o presidente do grupo Gazprom, Alexei Miller, e o ministro da Indústria e Comércio da República Tcheca, que representou a parte européia, Martin Riman.

O encontro ocorreu durante a visita do primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, a seu colega russo, Vladimir Putin, para conseguir a retomada do fornecimento do gás russo a vários países europeus, interrompido há dias devido ao conflito entre Moscou e Kiev sobre o carburante.

Ao iniciar sua reunião com Topolanek neste sábado, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, declarou que a crise do gás entre a Rússia e a Ucrânia que afeta a Europa estava se agravando, apesar dos esforços para solucioná-la.

"Apesar dos esforços realizados, a crise está se agravando", disse, em uma residência oficial perto de Moscou, ao lado de Topolanek, presidente em função da União Européia (UE),.

Topolanek afirmou ter transmitido aos dirigentes ucranianos que "ficaria na região até que o gás voltasse a transitar novamente".

O primeiro-ministro tcheco é aguardado na noite deste sábado em Kiev para novas discussões sobre a crise do gás com sua colega ucraniana, Iulia Timochenko, indicou à AFP um porta-voz do governo ucraniano.

A Ucrânia indicou neste sábado que fornecerá gás natural de suas próprias reservas à Bulgária e à Moldávia, depois que a Rússia cortou completamente o fornecimento devido ao contencioso pelos preços cobrados de Kiev.

"A Ucrânia fornecerá à República da Bulgária e à República da Moldávia dois milhões de metros cúbicos diários de gás natural ucraniano de suas próprias reservas a partir de 10 de janeiro", anunciou a presidência em um comunicado.

Os 27 países membros do bloco europeu estão no meio do litígio entre russos e ucranianos sobre o abastecimento de gás porque um quarto desse carburante consumido pela UE vem da Rússia, a maior parte através da Ucrânia.

O fornecimento de gás russo para os países da Europa central e oriental registrou terça-feira passada uma queda significativa, de cerca de 10% do volume previsto. Áustria, Bulgária, Eslováquia, Hungria, Romênia, Croácia e Grécia são os mais afetados.

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