Rússia e Ucrânia tentam resolução para crise do gás com reunião

Uma reunião entre o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, e a premiê ucraniana Yulia Tymoshenko, para tentar resolver a disputa que interrompeu o fornecimento de gás da Rússia para a Ucrânia e para países da Europa, deve se estender pela noite de sábado.

BBC Brasil |

Um porta-voz do primeiro-ministro russo Vladimir Putin afirmou que as negociações vão continuar pelo tempo que for necessário.

Segundo o correspondente da BBC em Moscou Richard Galpin, antes da reunião Putin e Tymoshenko estavam otimistas quanto a um acordo entre os dois países.

Mas, logo ficou claro que os dois lados não estavam de acordo. Moscou deu a entender que a primeira-ministra ucraniana não tem a autoridade necessária para negociar um acordo entre os dois países, uma alegação que a Ucrânia nega.

A Rússia cortou o fornecimento de gás à Europa, afetando quase 20 países, no início do mês devido a uma disputa com a Ucrânia, a qual acusa de roubar parte do gás que atravessa o país com destino aos países europeus e de dever dinheiro. O governo de Kiev nega as acusações.

Os dois países também discutem o preço a ser pago pela Ucrânia pelo gás russo, e o preço a ser pago pela Rússia pelo uso dos gasodutos ucranianos.

No dia 12 de janeiro foi assinado um acordo com autoridades da Rússia e da Ucrânia para a retomada do fornecimento, mas a crise não foi resolvida.

'Última chance'

A União Européia importa da Rússia um quarto de todo o gás consumido por seus 27 membros e 80% desse volume passa pela Ucrânia.

De acordo com o correspondente da BBC Richard Galpin, a União Européia aumentou a pressão para tentar encerrar a pior crise energética que o bloco enfrenta ainda antes da reunião neste sábado. Autoridades do bloco foram a Moscou.

O porta-voz da Comissão Européia, Johannes Laitenberger afirmou que a reunião oferecia "a última e melhor chance para a Rússia e Ucrânia demonstrarem seriedade a respeito da resolução desta disputa".

"O gás precisa fluir. Vamos analisar este período como um teste para julgar se eles são ou não parceiros confiáveis", acrescentou.

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