A Rússia invadiu a Geórgia e os dois países estão muito perto de uma guerra, se já não estiverem em um conflito, disse uma importante autoridade do Conselho de Segurança da Geórgia na sexta-feira. Se não for guerra, então estamos muito perto disso, disse Kakha Lamaia." / A Rússia invadiu a Geórgia e os dois países estão muito perto de uma guerra, se já não estiverem em um conflito, disse uma importante autoridade do Conselho de Segurança da Geórgia na sexta-feira. Se não for guerra, então estamos muito perto disso, disse Kakha Lamaia." /

Rússia e Geórgia estão perto de uma guerra, diz autoridade

MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0ptA Rússia invadiu a Geórgia e os dois países estão muito perto de uma guerra, se já não estiverem em um conflito, disse uma importante autoridade do Conselho de Segurança da Geórgia na sexta-feira. Se não for guerra, então estamos muito perto disso, disse Kakha Lamaia.

Redação com agências |

"Os russos invadiram a Geórgia e estamos sob ataque".

A Geórgia acusou a Rússia na sexta-feira de bombardear alvos na Geórgia e de enviar tanques à região separatista da Ossétia do Sul para fazer frente a tropas georgianas que cercaram a capital da região.

Segundo Lamaia, jatos russos bombardearam a base aérea de Vaziani, perto da capital georgiana de Tbilisi nesta sexta-feira.

"Ninguém ficou ferido, mas alguns prédios foram destruídos", disse a autoridade. A base aérea fica a cerca de 25 quilômetros de Tbilisi.

O presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, também acusou a Rússia de fazer uma incursão em território georgiano e afirmou que blindados russos entraram na região separatista da Ossétia do Sul. "Cento e cinquenta tanques russos, blindados e outros veículos entraram na Ossétia do Sul", disse ele em pronunciamento à imprensa.

"Isso é uma clara invasão do território de um outro país".

"Temos tanques russos em nosso território, aviões em nosso território em plena luz do dia", disse.

Genocídio

Do outro lado, o líder separatista Eduard Kokoiti acusou a Geórgia de praticar genocídio na Ossétia do Sul. "Em Tskhinvali, há centenas de civis mortos. Este é o terceiro genocídio do povo osseta cometido pela Geórgia", afirmou Kokoiti à agência russa "Interfax".

Conflito

A Geórgia acusa a Rússia de armar os rebeldes da Ossétia do Sul, que tentam a separação desde a guerra civil da década de 90, quando a região declarou sua independência. Moscou nega essas acusações.

A Rússia está insatisfeita com a ambição da Geórgia de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança de defesa ocidental), e acusou o país de concentrar suas forças em torno das regiões separatistas, onde tropas de paz russas estão estacionadas.

História

Depois da queda da União Soviética, em 1991, a Geórgia votou pela restauração da independência que havia brevemente experimentado durante a Revolução Bolchevique.

No entanto, a postura nacionalista refletiu em problemas com a região norte da fronteira da Geórgia, habitada pelos ossetas - um grupo étnico distinto natural das planícies russas, ao sul do rio Don.

A Ossétia do Sul fica do lado georgiano da fronteira, enquanto a Ossétia do Norte fica em território russo. Apesar disso, os laços entre as duas regiões permaneceram fortes e o movimento pela independência osseta foi estimulado pelas dificuldades enfrentadas na época dos czares, no período comunista até atualmente.

Quando a Geórgia se separou da União Soviética, o governo nacionalista proibiu o partido político da Ossétia do Sul, o que levou os ossetas a boicotarem a política georgiana e realizarem suas próprias eleições - pleito que foi considerado ilegal pela Geórgia.

Os conflitos entre os separatistas e as forças georgianas começaram nesta época, mas o Exército da Geórgia não exterminou os rebeldes ossetas por medo de uma intervenção russa.

A Ossétia do Sul proclamou sua independência em 1992, mas sua autonomia não foi reconhecida pela comunidade internacional. A região quer ser agregada à Federação Russa, assim como a Ossétia do Norte.

A situação está frágil desde 1990 e se agravou ainda mais há quatro anos, quando os georgianos começaram a realizar operações policiais e de combate ao contrabando na região.

Com informações da Reuters e da BBC Brasil

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