Rússia e EUA prometem reinício da relação bilateral

Por Sue Pleming GENEBRA (Reuters) - Os Estados Unidos e a Rússia prometeram virar a página nas suas relações, que recentemente atingiram seu pior momento desde a Guerra Fria, e lançaram um plano para chegar a um acordo até o final do ano a respeito de mísseis nucleares estratégicos.

Reuters |

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse após reunião na sexta-feira com o chanceler russo, Sergei Lavrov, que a reconstrução das relações irá demorar e vai exigir "mais confiança, previsibilidade e progresso".

Simbolizando a reaproximação pretendida pelo governo de Barack Obama, Hillary presenteou Lavrov com uma caixinha na qual havia um botão vermelho com a palavra "reset" (reiniciar).

Mais tarde, ela disse a jornalistas que a conversa foi produtiva. "Este é um novo começo não só para melhorar nossas relações bilaterais, mas para liderar o mundo em áreas importantes", disse Hillary em entrevista coletiva.

"Discutimos várias questões específicas em que acreditamos que seja importante que trabalhemos juntos para avançar. Não há tempo a perder em vários desses desafios significativos para que comecemos a trabalhar imediatamente para traduzir nossas palavras em ações", disse ela.

Lavrov afirmou que a Rússia e os EUA compartilham das mesmas prioridades e vão trabalhar honesta e abertamente mesmo quando houver diferenças. "Entendemos que as nossas relações bilaterais estão tendo uma chance hoje que não podemos nos dar à chance de perder."

O tom foi de forte contraste com as relações que a Rússia mantinha com o antecessor de Obama, George W. Bush, por causa de assuntos como a guerra de 2008 na Geórgia, o programa nuclear do Irã e a possível instalação de um escudo antimísseis no Leste Europeu.

Hillary disse que uma prioridade será um novo tratado de armas estratégicas. Os EUA querem definir o novo texto até o final do ano, quando expira o atual tratado, o Start 1, de 1991, que foi qualificado por Lavrov como obsoleto.

Além de tentar reduzir seus próprios arsenais, as duas potências concordaram em colaborar para evitar a difusão de armas nucleares.

"Temos profunda preocupação com a proliferação de armas de destruição em massa. Achamos que ambos os nossos países têm a responsabilidade de liderar nessa importante área", disse Hillary.

(Reportagem adicional de Laura MacInnis e Stephanie Nebehay em Genebra e Oleg Shchedrov em Moscou)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG