Rússia e EUA devem assinar novo acordo de cooperação militar

Moscou, 26 jun (EFE).- A Rússia e os Estados Unidos retomarão suas relações com a assinatura de um acordo de cooperação militar, prevista para a visita de Estado do presidente americano, Barack Obama, ao país, do dia 6 ao dia 8 de julho.

EFE |

O anuncio foi feito hoje pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Nikolai Makárov, depois de se reunir com o almirante Michael Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.

"Definimos os principais aspectos da cooperação militar para 2009 e para os próximos anos e temos a intenção de assinar estes documentos durante a visita do presidente dos EUA a Moscou no início de julho", afirmou Makárov, segundo as agências russas.

Mullen chegou ontem à capital russa com o objetivo de normalizar as relações militares entre os dois países quebradas desde a guerra entre a Rússia e a Geórgia, pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul, em agosto de 2008.

"A conversa foi sincera e aberta. Falamos detalhadamente sobre os problemas relacionados com o Oriente Médio, Geórgia, Afeganistão e Paquistão. Alcançamos uma plena compreensão mútua na maioria dos temas", comentou.

O chefe do Estado-Maior russo destacou que a recente reunião de Londres entre Obama e o chefe do Kremlin, Dmitri Medvedev, "deu um impulso positivo à cooperação bilateral" e que ele e Mullen confirmaram hoje esse progresso.

"O Ministério da Defesa russo está disposto a trabalhar aberta e positivamente em um marco de cooperação entre iguais e espera que sejamos capazes de resolver os assuntos mais problemáticos", apontou.

O almirante americano reconheceu que Moscou e Washington "têm muitos problemas em comum em temas de segurança, como, por exemplo, o Afeganistão, a Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan), a Europa e sistemas antimísseis".

Mullen mostrou sua disposição "em avançar para encontrar posturas comuns aos problemas que têm pela frente", disse.

O principal ponto da agenda da primeira visita de Obama à Rússia é avançar nas negociações para a assinatura de um novo acordo de desarmamento, que substitua o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), que vence em dezembro.

O novo acordo buscará maiores níveis de redução de armas que os contemplados no atual Tratado de Moscou sobre Reduções de Armamento Estratégico Ofensivo de 2002, que estipula que, até 2012, as duas potências tenham no máximo entre 1.700 e 2.200 armas nucleares. EFE io/pd

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