Rússia e EUA acordam envio de armas russas ao Exército afegão

Moscou, 20 jun (EFE) - A Rússia e os Estados Unidos alcançaram hoje um acordo de princípio sobre a provisão de armas e técnica militar russa para o Exército do Afeganistão. O acordo foi alcançado em reunião do grupo de trabalho bilateral para a luta contra o terrorismo realizada em Moscou, entre o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Kisliak, e o secretário de Estado adjunto dos EUA, William Burns. Nossos países cooperam na luta contra o terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado. As conversas foram muito produtivas, cordiais e profissionais, disse Kisliak em entrevista coletiva conjunta com Burns, ex-embaixador dos EUA em Moscou.

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O diplomata lembrou que, em sua reunião de abril em Sochi, o presidente americano, George W. Bush, e o então governante russo, Vladimir Putin, decidiram intensificar o trabalho desse grupo de trabalho, que tinha se reunido pela última vez em setembro de 2006.

Kisliak destacou como principal resultado da reunião o acordo de princípio sobre o fornecimento de armamento russo para o Exército Nacional do Afeganistão, e expressou a disposição de Moscou de elevar consideravelmente o montante das entregas de material bélico.

As partes também acordaram impulsionar os projetos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) voltados a reforçar a vigilância das fronteiras no Afeganistão e dos países da Ásia Central.

Para isso, criarão centros docentes especializados na formação de pessoal dos serviços fronteiriços e de alfândegas dos estados da região.

Moscou e Washington se comprometeram também a impulsionar e financiar um projeto do Conselho Organização do Tratado do Atlântico Norte-Rússia de formação conjunta de pessoal para a luta contra o tráfico de drogas.

Os diplomatas repassaram também alguns assuntos internacionais atuais, mas divergiram sobre determinados problemas, como o conflito em torno ao programa nuclear do Irã.

Burns ressaltou que, na opinião dos Estados Unidos, o Irã pode possuir um programa nuclear civil, mas este não deve preocupar a comunidade mundial nem incluir o procedimento de enriquecimento de urânio, que pode ter fins militares.

Já Kisliak criticou a decisão do Senado americano de bloquear a ratificação do acordo russo-americano sobre o uso pacífico da energia atômica devido à cooperação de Moscou com Teerã em matéria nuclear.

O diplomata assinalou que a Rússia só ajuda o Irã a construir a primeira usina nuclear iraniana em Bushehr, um projeto autorizado e fiscalizado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

EFE si/db

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