Rússia é contra sanções econômicas à Coreia do Norte

Moscou, 3 jun (EFE).- A Rússia se mostrou hoje contra a imposição de sanções econômicas pelo Conselho de Segurança da ONU contra a Coreia do Norte devido ao teste nuclear subterrâneo realizado por Pyongyang no final de maio.

EFE |

"Quando se trata de sanções econômicas", é preciso ir com calma, disse uma fonte do Kremlin à agência "Interfax", acrescentando que "romper o diálogo não é o caminho".

A fonte sugere que as sanções acabariam afetando não aos dirigentes comunistas, mas os 23 milhões de norte-coreanos.

Ao mesmo tempo, advertiu que a Rússia não ficará com os "braços cruzados", após o teste nuclear realizado por Pyongyang a cerca de 300 quilômetros da capital do extremo leste russo, Vladivostok.

"E se a nuvem radioativa se aproximar de nossas fronteiras? Chernobil (maior catástrofe nuclear da história em 1986) não foi suficiente? E se um dos mísseis que lançarem voar sobre nosso território e cair sobre uma casa? Isso é inaceitável", disse.

O Kremlin insistiu em que "a comunidade internacional deve mostrar que está unida, endurecendo o controle sobre o acesso à alta tecnologia, se for necessário".

"Outra coisa é o isolamento, essa não é uma saída", disse.

O Kremlin condenou na segunda-feira da semana passada o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, a cujos dirigentes pediu para respeitar as resoluções da ONU e o regime de não-proliferação nuclear.

O embaixador russo na ONU, Vitali Churkin, defendeu também na véspera que o Conselho de Segurança da ONU adote medidas "restritivas", mas "reversíveis", contra a Coreia do Norte.

"A resolução deve ser encaminhada à pronta retomada do processo de negociação multilateral para a regulação do problema nuclear coreano", disse.

O processo de negociação multilateral (as duas Coreias, China, EUA, Rússia e Japão) está paralisado desde dezembro passado, por causa das divergências sobre como verificar o estoque nuclear de Pyongyang.

A Rússia adiou na semana passada, de maneira indefinida, a reunião intergovernamental entre Rússia e Coreia do Norte que deveria acontecer em Pyongyang.

Em outubro do ano passado, completaram-se 60 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre a Rússia e a Coreia do Norte, estreitos aliados durante a era soviética. EFE io/an

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