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Rússia é condenada por morte de família chechena em bombardeio

Estrasburgo (França), 25 set (EFE).- O Tribunal Europeu de Direitos Humanos condenou hoje a Rússia pela morte de cinco membros de uma família chechena quando seu povoado foi bombardeado por militares russos em 5 de outubro de 1999, o que é negado pelas autoridades russas.

EFE |

O tribunal considerou que o autor do processo, um sobrevivente da família dizimada, demonstrou que os projéteis que mataram seus parentes só podem ter saído de armas de artilharia pesada, que supostamente só eram usadas pelas forças russas.

"O tribunal concluiu que a família do recorrente morreu como resultado do bombardeio de Znamenskoye pela artilharia russa", como foi dito na sentença.

A sentença também diz que "as autoridades não haviam justificado o uso da força letal por seus agentes", o que constitui uma violação ao artigo 2º do Convênio Europeu de Direitos Humanos, sobre o direito à vida.

Além disso, lembrou que o Governo russo não negou que, na época, tivesse tropas nas montanhas próximas à região de Znamenskoye, onde ocorreram os fatos.

Os juízes europeus consideraram "inadequadas" as razões apresentadas pelas autoridades russas para negar uma cópia completa do relatório de investigação, que só começou quatro meses após o bombardeio, prazo que também não recebeu "uma explicação razoável".

Reclamaram do fato de que as únicas coisas que receberam, apesar de suas repetidas exigências, foram documentos sobre questões de procedimento e decisões para a transferência de um investigador para outro.

O recorrente, Ruslan Olegovich Mezhidov, receberá 100 mil euros em conceito de danos e mais 2,15 mil pelas despesas judiciais. EFE ac/fh/fal

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