Rússia e China pedem calma na península da Coreia

Por Guy Faulconbridge MOSCOU (Reuters) - Rússia e China manifestaram na quarta-feira preocupação com a crescente tensão na península da Coreia, depois que a Coreia do Norte alertou que o eventual abate de um míssil de longo alcance que o país pretende testar será encarado como um ato de guerra.

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Pyongyang disse na segunda-feira que colocou suas Forças Armadas em prontidão total, em resposta ao início dos exercícios militares anuais conjuntos que envolvem EUA e Coreia do Sul.

O regime comunista confirmou também que pretende testar o seu míssil Taepodong-2, supostamente capaz de atingir o Alasca (EUA), e alertou contra qualquer tentativa de derrubá-lo. Esse míssil nunca foi testado com sucesso.

"Ambos os lados manifestaram preocupação com a piora da situação na península coreana", disse a chancelaria russa em nota depois de um encontro entre os chanceleres Sergei Lavrov (Rússia) e Yang Jiechi (China), na terça-feira.

Os ministros pediram que os envolvidos "demonstrem moderação e compostura, e evitem quaisquer ações que possam abalar a segurança e a estabilidade na região."

As prolongadas negociações pluripartites sobre o programa nuclear norte-coreano estão atualmente paralisadas. EUA, China, Japão, Rússia e Coreia do Sul haviam oferecido ajuda energética a Pyongyang em troca do seu desarmamento nuclear, mas o processo está emperrado devido à recusa norte-coreana em permitir que amostras atômicas sejam levadas ao exterior para testes.

Moscou e Pequim são cruciais nos esforços diplomáticos para conter o programa nuclear norte-coreano, já que mantêm ligações mais estreitas com Pyongyang do que os outros participantes do processo.

"Rússia e China querem que todas as questões contenciosas sejam resolvidas pacificamente por meios políticos e diplomáticos, via consultas e negociações", disse a nota da chancelaria russa.

A Coreia do Norte ameaça repetidamente nas últimas semanas reduzir a Coreia do Sul a cinzas, numa reação irada à decisão de Seul de condicionar o envio de ajuda econômica ao desarmamento nuclear do Norte.

Pyongyang diz estar preparando o lançamento de um satélite, que seria parte legítima de um programa espacial pacífico. Sanções da ONU impedem o país comunista de testar mísseis balísticos.

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