Rússia diz que vai manter controle de porto na Geórgia

Um dos mais graduados generais da Rússia afirmou neste sábado que, embora tenha retirado as suas tropas do território georgiano na sexta-feira, o país vai manter controle de outro ponto estratégico na Geórgia, o porto de Poti. A Rússia já havia divulgado que manteria um contingente militar na Geórgia para proteger as chamadas áreas de responsabilidade, como foram classificados os entornos das províncias separatistas da Abecásia e da Ossétia do Sul.

BBC Brasil |

Este controle inclui partes da principal auto-estrada que corta a Geórgia de leste a oeste, além da maior base aérea do país, em Senaki.

Neste sábado, o general Anatoly Nogovitsyn disse que patrulhas russas vão ser mantidas também na cidade portuária de Poti, que fica fora dessas "zonas de responsabilidade".

Nogovitsyn minimizou as críticas dos governos ocidentais, encabeçadas pelos Estados Unidos e pela França, que acusam os russos de não estarem cumprindo os termos do acordo de paz intermediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Otan
O alto militar também censurou a Otan por, segundo ele, ter usado uma operação humanitária para acobertar uma mobilização militar no Mar Negro.

O general russo advertiu que seu país está pronto para enviar mais soldados à Geórgia, caso os Estados Unidos tentem rearmar as forças georgianas.

O governo georgiano, por sua vez, diz que os russos estão criando um "reduto" dentro do território da Geórgia.

Na sexta-feira, os Estados Unidos e a França acusaram a Rússia de não respeitar os termos de seu acordo de cessar-fogo com a Geórgia, ao criar as zonas de segurança e postos de controle.

O assunto foi discutido por telefone pelos presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da França, de acordo com o porta-foz da Casa Branca, Gordon Johndroe.

Força de segurança
Os militares russos tinham dito que pretendem manter o que chamam de "tropas de paz" na Geórgia
O acordo de cessar-fogo intermediado pela França prevê apenas "medidas adicionais de segurança" nas "proximidades da Ossétia do Sul", mas não fixa uma distância determinada, referindo-se apenas a "vários quilômetros".

Moscou pretende manter 2,5 mil soldados em zonas de segurança, apoiados por tanques e helicópteros.

A guerra de quatro dias entre Rússia e Geórgia começou depois que Tbilisi tentou retomar a Ossétia do Sul, em uma ofensiva de surpresa, no dia 7 de agosto.

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