Rússia diz que críticas do G7 não tem fundamento

Autoridades russas disseram nesta sexta-feira que as críticas feitas pelos países do G7 (as sete maiores economias do mundo) à ação da Rússia na Geórgia são parciais e sem fundamento. Em nota oficial, o ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que o G7 está tentando justificar a agressão da Geórgia contra regiões da Abecásia e Ossétia do Sul.

BBC Brasil |

O G7 acusa a Rússia de desrespeitar as leis internacionais ao reconhecer a independência das duas províncias.

A Rússia e a Geórgia entraram em conflito no começo do mês por causa das duas regiões.

Acusação de Putin
O ministério russo acusa o G7 de fazer "afirmações sem base de que a Rússia teria ferido a integridade territorial da Geórgia".

"Este é um passo parcial e tem como objetivo justificar as ações agressivas da Geórgia", diz a nota publicada no site do ministério na Internet.

O pronunciamento foi divulgado um dia depois de o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, elevar o nível de tensão com palavras duras contra os Estados Unidos.

Putin disse à rede americana de TV CNN que existe uma "suspeita" de que o conflito na Geórgia foi criado por um americano, na esperança de beneficiar um dos candidatos presidenciais na disputa pela Casa Branca.

O governo americano classificou o comentário de Putin como "não racional".

Jornais russos
Alguns jornais russos especularam nas suas edições desta sexta-feira sobre quais medidas serão tomadas pelo ocidente.

Segundo o tablóide popular Moskovsky Komsomolets, as opções da Europa são limitadas.

"Se eles bloquearam nossa entrada na Organização Mundial do Comércio, bem, deixem eles. Nós vamos sobreviver sem ela. Se nos expulsarem do G8, nós não daríamos a mínima", escreve o jornal.

O tablóide também afirma que se a Europa suspender as compras de gás russo, os europeus "congelariam até o osso".

O jornal Izvestiya traz na capa uma foto de um bife no formato da Federação Russa, com a manchete: "A Rússia pode alimentar 33 bilhões de pessoas".

A reportagem argumenta que se o Ocidente impuser limites de exportação de comida para a Rússia, o país teria condições de se sustentar com sua própria produção.

Já o Nezavisimaya Gazeta se mostra preocupado, com a manchete "Histórias de horror para Moscou". O jornal teme que a Europa desista de investimentos em óleodutos russos e que ela contenha a expansão das empresas da Rússia no ocidente.

O jornal Moskovsky Komsomolets também cita um "calcanhar de Aquiles dos russos". O jornal diz que a elite russa não aceitaria uma restrição aos seus passaportes para viajar à Europa.

"A nata do nosso país não poderia mais esquiar nos resorts franceses de Courchevel ou fazer compras em Milão", escreve o jornal. "Vamos esperar que o Ocidente não leve isso adiante."

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