Haia, 8 set (EFE).- A Rússia disse hoje que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) carece de competência para se pronunciar sobre as medidas cautelares solicitadas pela Geórgia por uma suposta limpeza étnica na Ossétia do Sul e na Abkházia.

A CIJ realiza hoje a primeira das audiências públicas nas quais, até quarta-feira, Geórgia e Rússia exporão suas posturas sobre a natureza das denúncias que Tbilisi apresentou em 12 de agosto perante o tribunal das Nações Unidas.

O diretor do departamento legal da Chancelaria russa, Roman Kolodkin, pediu aos juízes que "removam este caso de sua lista geral", já que "não há disputa sob o amparo da convenção contra a discriminação racial de 1965".

"Falamos de uma disputa sobre o uso ilegal da força e não de discriminação racial", ressaltou.

Por isso, pediu a CIJ que se "declare sem jurisdição" para arbitrar sobre o caso.

O agente da delegação russa acrescentou que seu país "não teve mais alternativa a não ser tomar parte neste conflito", que, segundo ele, foi "iniciado em 7 de agosto pela Geórgia".

"Não tivemos mais opção a não ser usar a força", disse Kolodkin, que ressaltou ainda que a presença militar russa na Geórgia foi uma resposta ao "início das hostilidades" por parte de Tbilisi.

Tbilisi pede a Moscou que cumpra todas as suas obrigações de acordo com a Convenção Internacional contra a Discriminação Racial e que ponha fim a qualquer ato que possa envolver discriminação étnica nas regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia. EFE mr/rr

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