Rússia diz esperar nova atitude dos EUA em relação a escudo antimísseis

Moscou, 1º mar (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse esperar que a nova Administração americana enfoque de forma mais criativa a questão do escudo antimísseis na Europa, segundo uma entrevista publicada hoje pelo Kremlin.

EFE |

O sistema de Defesa Nacional contra Mísseis (NMD, em inglês) desenvolvido pelos Estados Unidos "desperta um sentimento de repulsa" em Moscou, e também a "sensação de que, se não de forma direta, indiretamente é dirigido contra a Rússia", declarou.

"Ninguém nega a existência de diversas ameaças. Respondamos a estas ameaças de forma conjunta e não isolemos uns aos outros nestes processos. Já propusemos isso mais de uma vez a nossos parceiros americanos (...)", acrescentou.

Medvedev ressaltou já ter detectado uma atitude positiva nos EUA, e agora, segundo disse, espera que os sinais percebidos se materializem em propostas concretas e numa .

"Espero que durante minha primeira reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, possamos discutir esta questão, de extrema atualidade para a Europa", disse.

Em alusão ao Afeganistão, o presidente destacou seu interesse em ativar a cooperação na luta contra o terrorismo, ao qual se referiu como uma "ameaça contra toda a humanidade", e afirmou que existe uma boa base para o alcance de um acordo nesta área.

"Os EUA incluem esta tarefa entre suas prioridades em política externa. Compartilhamos este enfoque e, mais ainda, estamos dispostos a participar do debate para a resolução dos problemas internos do Afeganistão junto com as organizações internacionais", ressaltou.

Medvedev também disse que seu país está interessado em que o Afeganistão seja um Estado "civilizado, eficiente e democrático".

Quanto à assinatura de um novo acordo estratégico de associação entre Rússia e UE, o presidente ressaltou que "estas relações não têm uma caráter conjuntural e não deveriam depender dos eventos políticos".

Além disso, frisou que a assinatura do acordo não deve ser vista como um "prêmio que se oferece à Rússia por seu bom comportamento",e ressaltou que "todos os países europeus, assim como a Rússia, estão interessados em boas relações de cooperação". EFE egw/sc

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