Suspeitos são acusados de terrorismo, assassinato e posse ilegal de armas e explosivos

Três supostos cúmplices do autor do atentado suicida no aeroporto de Domodedovo, em Moscou, foram detidos por ordem do tribunal de Magas, capital da Inguchétia, informaram fontes judiciais nesta quarta-feira. A Ingushétia é uma das mais instáveis repúblicas do Cáucaso, vizinha da Chechênia.

À agência RIA Novosti, uma fonte policial afirmou que uma célula com sete integrantes organizou e cometeu o atentado suicida de 24 de janeiro. "Atualmente, as identidades de sete suspeitos, entre eles o suicida, já foram determinadas. Eles integram um grupo que organizou e perpetrou o atentado terrorista", indicou a fonte.

Os detidos são a irmã e o irmão de Magomed Yevloev - apontado pela imprensa como o autor do atentado - Fatimá e Ahmed, de 16 e 22 anos, respectivamente, e Umar Áushev, de 23, informou a agência oficial russa "Itar-Tass". Todos foram acusados pelos crimes de terrorismo, assassinato, e compra e posse ilegal de armas e explosivos.

A medida cautelar ordenada pelo tribunal de Magas tem prazo de 60 dias. A detenção dos supostos cúmplices do terrorista que em 24 de janeiro causou 36 mortes e deixou quase 200 feridos no aeroporto de Domodedovo, o maior da Rússia, acontece pouco depois de o líder da guerrilha islâmica chechena, Doku Umarov, ter reivindicado a autoria do atentado.

Em um vídeo divulgado na internet, Umarov assegurou que o terrorista suicida que detonou a bomba no terminal de chegadas internacionais de Domodedovo atuou sob suas ordens. O líder guerrilheiro, que se autointitulou "emir do Cáucaso", advertiu em sua mensagem, gravada segundo ele no dia do atentado, que novos ataques similares acontecerão na Rússia.

*Com EFE e AFP

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