Rússia desqualifica candidato opositor à presidência

Grigory Yavlinsky é impedido de participar de eleição por suposta fraude em assinaturas que validam candidatura

iG São Paulo |

A Comissão Eleitoral Central da Rússia desqualificou nesta sexta-feira o opositor Grigory Yavlinsky das eleições presidenciais do país, marcadas para março. De acordo com as autoridades, Yavlinski, que seria candidato do partido liberal Iabloko, cometeu irregularidades ao coletar as assinaturas necessárias para validar sua candidatura.

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AP
Grigory Yavlinsky concede entrevista em Moscou, na Rússia (23/01)

A Comissão afirmou que pelo menos 400 mil das duas milhões de assinaturas coletadas são irregulares, o que Yavlinsky negou. Candidatos independentes, de partidos que não têm representação no Parlamento, precisam das assinaturas para concorrer à eleição.

O bilionário Mikhail Prokhorov , outro candidato independente, afirmou que a desqualificação de Yavlinsky é “um golpe para a legitimidade das eleições”. Yavlinsky não era considerado um forte candidato nas pesquisas, que lhe davam cerca de 5% dos votos.

Até agora, foram aprovadas as candidaturas de Prokhorov, do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, o líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov, o líder do Partido Liberal Democrático, Vladimir Zhirinovsky e de Sergey Mironov, do partido Russa Justa.

Chefe da Comissão

Também nesta sexta-feira, diante da Câmara dos Deputados, o presidente da Comissão Eleitoral, Vladimir Chúrov, se negou a renunciar por causa das denúncias de fraude nas eleições legislativas de dezembro.

O Rússia Unida, partido de Putin, conquistou a maioria dos votos na eleição, cujas irregularidades foram denunciadas por vários órgãos internacionais. Dezenas de milhares de russos saíram às ruas para protestar desde então, reivindicando a saída de Putin do poder.

O deputado Igor Lebedev, do Partido Liberal Democrático (PLD), afirmou que, se Chúrov renunciasse, os russos guardariam uma boa lembrança dele. Em seu discurso, o chefe da Comissão Eleitoral disse que os deputados enviaram um número insuficiente de observadores aos colégios eleitorais durante a votação.

"Infelizmente tivemos menos observadores do que os respeitados colegas prometeram. Os senhores disseram que iriam enviar um milhão de observadores nos 96 mil colégios, mas enviaram apenas 269 mil", disse, citado pelas agências russas.

Com AP, AFP e EFE

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