Rússia denuncia presença de instrutores militares dos EUA na Geórgia

BRUXELAS - O representante permanente da Rússia perante a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Dmitri Rogozin, denunciou nesta terça-feira a presença de instrutores militares dos Estados Unidos na Geórgia na semana passada.

EFE |

"Pelo menos 127 instrutores estavam na Geórgia antes do início do conflito" na Ossétia do Sul, disse Rogozin em entrevista coletiva no quartel-general da Aliança Atlântica em Bruxelas.

Segundo o embaixador, a Rússia tem provas de que os soldados americanos realizaram sessões de treino com o Exército da Geórgia, mas não pode dizer com certeza se continuam na zona ou se já deixaram o país.

Em declarações à imprensa minutos depois, o embaixador dos EUA perante a Otan, Kurt Volker, não quis comentar estas acusações, mas lembrou que Washington enviou no passado instrutores à Geórgia para reforçar a luta contra o terrorismo internacional.

Por outra parte, Rogozin insinuou nesta terça-feira que poderia haver soldados americanos combatendo na Ossétia do Sul junto aos georgianos.

"Apareceram mortos soldados georgianos de pele escura", assegurou perante os jornalistas.

"Quem são?", questionou o embaixador, que anunciou que Moscou poderia fazer exames de DNA para identificar os corpos.

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