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Rússia defende criação de novo mecanismo de segurança na Europa

Nações Unidas, 29 set (EFE) - O ministro de Exteriores russo, Serguei Lavrov, defendeu hoje a criação de um novo mecanismo de segurança na Europa que evite os desequilíbrios que facilitaram o desencadeamento do recente conflito na Geórgia.

EFE |

"A atual arquitetura de segurança, herdada em grande parte da Guerra Fria, deve ser reformada, porque demonstrou ser insuficiente", disse Lavrov em entrevista coletiva por ocasião do debate da 63ª sessão da Assembléia Geral, que termina hoje.

O chefe da diplomacia russa reiterou a oferta de Moscou de abrir a discussão de um novo tratado que sirva de marco para todos os temas de segurança dentro da esfera euro-atlântica.

"Uma conversa honesta e aberta pode fazer a diferença", destacou Lavrov.

Ele especificou que este novo marco deveria incluir todos os países da zona do euro-atlântica, assim como as organizações que articulam a região, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a União Européia (UE), e os organismos criados na antiga área de influência soviética no Leste Europeu.

Lavrov apostou em iniciar essa tarefa mediante uma reafirmação dos princípios comuns europeus, como a soberania, a integridade territorial e a não-intervenção, e procurar o que "falhou" em sua implementação.

O chanceler russo advertiu de que "os problemas na Europa aumentaram" devido ao deslocamento do "centro da segurança" de organismos pan-europeus, como a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), rumo à Aliança Atlântica.

"Criou-se uma nova linha em matéria de segurança com a ampliação da Otan, e a única coisa que isso pode causar é preocupação", destacou.

Essa ampliação da Aliança violou o princípio de que "alguém não reforça sua segurança às custas dos outros", ressaltou.

Além disso, continuou Lavrov, o Conselho Otan-Rússia deixou de ser útil como fórum para resolver os problemas de segurança porque os 26 membros da Aliança Atlântica se pronunciam em bloco e deixaram de lado o princípio de "um país, um voto".

Também qualificou de prejudicial a decisão dos Estados Unidos de se retirar do Tratado Antimísseis Balísticos (ABM) e a intenção americana de desdobrar componentes de seu sistema de Defesa Nacional contra Mísseis na Europa.

Lavrov mencionou ainda a divergência nas negociações para substituir o acordo bilateral de desarmamento nuclear Start-1, que expira em dezembro de 2009.

"A igualdade, que foi a base da segurança estratégica, se desequilibrou", observou.

Nesse sentido, destacou que a atual arquitetura de segurança foi incapaz de impedir o rearmamento das Forças Armadas georgianas nos últimos anos o que, para Moscou, permitiu "o ataque da Geórgia à Ossétia do Sul" em agosto.

"Todos os carregamentos de armas, alguns disfarçados, foram feitos em violação do código de conduta da UE e da OSCE, que pede cautela no envio de armamentos a zonas de conflitos", afirmou. EFE jju/db

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