Rússia dará ajuda nuclear ao Equador

QUITO (Reuters) - A Rússia ajudará o Equador a desenvolver um programa nuclear para fins pacíficos, sob um novo acordo bilateral de cooperação energética, disse o governo equatoriano na quinta-feira. Ontem o Ministério da Eletricidade e Energia Renovável assinou um memorando de entendimento com a Corporação Estatal Russa de Energia Atômica (Rosatom) (...) para realizar pesquisas em tecnologias e dispositivos nucleares que possam efetivamente ser usadas em nosso país, disse o ministério em nota.

Reuters |

O texto informa que a Rosatom fornecerá "apoio e assistência" para que o Equador prepare uma legislação que limite o uso da energia nuclear a fins pacíficos.

A nota diz que os dois governos nomearão uma comissão que identificará "os projetos mais interessantes para desenvolver um setor nuclear" no país andino.

O Equador não tem usinas nucleares nem tecnologia para produzir energia nuclear.

Durante visita ao Equador em novembro, o chanceler Sergei Lavrov disse que a Rússia estaria disposta a fornecer tecnologia nuclear ao país, parte de um bloco esquerdista latino-americano com o qual o Kremlin vem buscando uma aproximação.

Tal aproximação gera tensões que relembram a Guerra Fria. No ano passado, o presidente socialista do Equador, Rafael Correa, decidiu não renovar um acordo que permitia aos EUA usar a base aérea equatoriana de Manta para voos de vigilância contra o narcotráfico.

Também como parte dessa política, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, maior rival de Washington na região, investiu bilhões de dólares na compra de caças e helicópteros russos e pretende adquirir tanques e outras armas.

Tanto a Venezuela quanto o Equador são contra os planos da vizinha Colômbia de ampliar sua cooperação militar com os EUA, num acordo que daria a Washington o direito de usar até sete bases militares colombianas.

Chávez acusa os EUA de terem uma estratégia para controlar os recursos naturais da região. Washington, no entanto, afirma que sua presença militar se destina principalmente a combater o narcotráfico.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG