Rússia dá total apoio a separatistas e é acusada de destruir cidades na Geórgia

A Rússia afirmou nesta quinta-feira que apoiará qualquer decisão das repúblicas separatistas da e Abkházia e Ossétia do Sul em relação ao seu status, afirmou nesta quinta-feira o presidente russo Dimitri Medvedev, citado pelas agências russas.

AFP |

"Apoiaremos qualquer decisão tomada pelos povos da Ossétia do Sul e da Abkházia, em conformidade com a Carta da ONU, com a Convenção Internacional de 1966 e com a Declaração de Helsinki sobre a segurança na Europa, e não nos limitaremos a apoiá-la, e sim a garantiremos", declarou Medvedev, segundo as agências.

O ministro das Relações e Relaciones Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, por sua vez, declarou que a integridade territorial da Geórgia está "limitada de fato".

"Por causa da presença do conflito, a integridade territorial da Geórgia está de fato limitada e esta questão só pode ser resolvida buscando vias mutuamente aceitáveis", afirmou Lavrov à rádio Eco de Moscou.

O chanceler russo disse ainda que o princípio da integridade territorial da Geórgia não está sendo questionado, mas que "a situação real nas relações abkházio-georgianas e osseta-georgianas é tal que, nos dois casos, a comunidade internacional reconheceu a existência de conflitos e a necessidade de criar mecanismos de conversações da paz para resolvê-los".

Já o porta-voz do ministério georgiano do Interior, Shota Utiashvilim, denunciou que tropas russas começaram a se tirar, mas estão destruindo a cidade de Gori e o port de Georgia.

"Ouvimos o ruído das explosões. Estão minando a cidade", afirmou o porta-voz . "Estão destruindo as novas estradas no oeste da Geórgia", acrescentou.

Várias explosões foram ouvidas e colunas de fumaça podiam ser observadas nesta quinta-feira nos arredores de Gori (centro da Geórgia). Aparentemente, seriam disparos de artilharia. Pouco antes, um soldado russo pedira aos jornalistas que saíssem da cidade e atirou para o ar.

Por ora a Rússia se absteve de dar informações sobre os movimentos de suas tropas.

POr outro lado, companhia de petróleo BP voltou a injetar gás no gasoduto do Cáucaso Sul (SCP), que passa pela Geórgia, depois de ter suspendido o fornecimento por precaução durante as operações militares russas no país caucásico, declarou nesta quinta-feira à AFP uma fonte da companhia.

A passagem de gás nesta estrutura que vai de Baku, no Azerbaijão, para a Geórgia e de lá para a fronteira turca, havia sido suspensa na terça-feira por causa do conflito entre Rússia e Geórgia em território georgiano.

No plano diplomático, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou à França para demonstrar o apoio de Washington ao governo de Tbilisi em seu conflito com a Rússia por duas regiões separatistas georgianas.

Rice vai se reunir com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, com quem negociou pessoalmente um acordo de cessar-fogo. Depois segue depois para Tbilisi, onde se encontrará com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, havia pedido que as tropas russas saíssem do território georgiano, afirmando que Washington "apóia o governo democraticamente eleito da Geórgia", e "insiste que a soberania e a integridade territorial da Geórgia devem ser respeitadas".

ch/dc/cn

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