Rússia começará processo para estabelecer relações com Abkházia e Ossétia

Moscou, 8 set (EFE).- A Rússia iniciará nesta terça consultas com as regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul, cuja independência foi reconhecida por Moscou em 26 de agosto, para o estabelecimento de relações diplomáticas.

EFE |

"Estudaremos o assunto do estabelecimento das relações diplomáticas e da elaboração da base legal destas relações", informou hoje uma fonte da Chancelaria russa à agência "Interfax".

Os líderes separatistas da Abkházia, Serguei Bagapsh, e da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, expressaram sua intenção de estabelecer laços diplomáticos com a Rússia o mais rápido possível.

Fontes oficiais da Ossétia do Sul informaram hoje sobre a possível localização da futura missão diplomática russa em Tskhinvali.

O presidente francês e temporário da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, chega hoje a Moscou com o intuito de firmar um compromisso para a retirada definitiva das tropas russas do território georgiano administrado por Tbilisi.

Com este objetivo, Sarkozy, que viaja acompanhado pelo chefe da diplomacia da UE, Javier Solana, e pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, se reunirá hoje com o presidente russo, Dmitri Medvedev.

A UE condenou unanimemente o reconhecimento russo da independência da Abhkásia e da Ossétia do Sul, e pediu à Rússia que volte atrás na decisão.

No entanto o Kremlin considera irreversível a independência dos dois Estados, que também foi reconhecida pela Nicarágua.

Além disso, a Rússia assegurou hoje que se opõe ao envio de uma missão separada de observadores da UE à área de conflito.

"Isso acarretaria a fragmentação dos esforços internacionais de supervisão, que atualmente são exercidos pela ONU e pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)", assegurou Andrei Nesterenko, porta-voz da Chancelaria russa, em entrevista coletiva.

Em todo caso, Moscou espera "a ativa participação da UE nos esforços para criar uma missão policial da OSCE na região de segurança junto à Ossétia do Sul", acrescentou. EFE io/fh/fal

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