Rússia chama de lógica expulsão de 2 funcionários da Otan

Moscou, 6 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, qualificou hoje de lógica a decisão de expulsar dois diplomatas canadenses do Escritório de Informação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Moscou, em resposta à decisão similar tomada pela aliança.

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"São as leis do gênero e nossos parceiros da Otan, pelo menos os que impulsionaram a expulsão de nossos diplomatas, não podiam esperar outra coisa", declarou Lavrov em coletiva de imprensa após as conversas com o chanceler polonês, Radoslaw Sikorski.

O chefe da diplomacia russa disse que seu país quer "uma cooperação normal de respeito e benefício mútuo com a Aliança Atlântica".

"Queremos um trabalho normal, pragmático, respeitoso ao Conselho Otan-Rússia sobre a base dos princípios estabelecidos quando se crê neste mecanismo", acrescentou.

Lavrov assinalou, além disso, que as relações entre Rússia e Otan serão debatidas dentro de sua próxima visita aos Estados Unidos, onde se reunirá com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

"Sem dúvida abordaremos todo o leque de nossas relações no marco do Conselho Otan-Rússia. Sem dúvida, debateremos também a situação alarmante que se mantém na Transcaucásia, principalmente devido às ações provocadoras que de tempo em tempo o Governo georgiano empreende", acrescentou.

A Chancelaria russa informou hoje que a chefe do Escritório de Informação da Otan em Moscou e outro funcionário da entidade foram privados de suas respectivas credenciais.

Ambos são também agregados da missão diplomática do Canadá na Rússia, informou a agência oficial de notícias "RIA Novosti", que disse ainda que a notificação foi entregue ao embaixador do Canadá na Rússia, Ralph Lysyshyn, na sede da Chancelaria de Moscou.

Segundo fontes russas e aliadas, a Chancelaria belga, a pedido da Otan, retirou as credenciais de dois funcionários da missão da Rússia perante a aliança, Víctor Kochukov e Vasyl Chizhov, este último filho do embaixador de seu país na União Europeia, Vladimir Chizhov. EFE egw/rr

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