Rússia celebra Stálin e liberais criticam o Kremlin

Comunistas russos homenagearam nesta sexta-feira o ditador Josef Stálin, enquanto liberais acusaram o Kremlin de conivência com uma tentativa de limpar a imagem dele.

Reuters |

Dirigentes comunistas comandaram uma procissão composta principalmente de idosos da praça Vermelha, no 57º aniversário da morte de Stálin. O grupo depositou flores na tumba dele na muralha do Kremlin.

A visita solene é uma tradição anual para os comunistas, nostálgicos pela era soviética. Neste ano, no entanto, o evento ocorre em meio a um profundo debate sobre o legado stalinista, já que em 9 de maio se completam 65 anos da derrota do nazismo.


Russa participa de homenagem a Stálin em Moscou / AP

Pela primeira vez em décadas, a imagem de Stálin poderá aparecer nos cartazes e faixas que as autoridades moscovitas usam no Dia da Vitória, quando dignitários estrangeiros devem visitar a cidade a convite do governo.

A prefeitura pretende instalar dez pontos de informação descrevendo o papel de Stálin na guerra, uma ideia que opõe russos que o odeiam àqueles que o amam.

"A grandeza da era de Stálin é evidente até para os seus mais furiosos inimigos", disse o dirigente comunista Gennady Zyuganov após depositar flores no túmulo.

"Liberamos o mundo todo (...), construímos um escudo nuclear, fomos os primeiros a voar para o espaço, e criamos esta paridade (nuclear) que nos garantiu uma paz estável por quase 50 anos".

Críticos dizem que Stálin foi um assassino que matou milhões no seu projeto de coletivização forçada e nos campos de prisioneiros do sistema Gulag. Eles afirmam que a vitória na guerra ocorreu apesar de erros que contribuíram com o devastador saldo de cerca de 27 milhões de cidadãos soviéticos mortos.

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