Rússia aposta em integração econômica para salvar ex-soviéticos

Moscou, 10 out (EFE).- A Rússia propôs hoje a integração econômica como mecanismo de salvação para a pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que realizou em Bishkek sua primeira cúpula desde a saída da Geórgia.

EFE |

O presidente russo, Dmitri Medvedev, defendeu a coordenação de políticas financeiras dos 11 países-membros seguindo o exemplo a União Européia (UE) para que suas economias continuem "competitivas" e também para "minimizar" o impacto da crise.

A CEI aceitou a iniciativa russa e criou um grupo de trabalho para analisar a magnitude da crise e seus efeitos na comunidade pós-soviética.

"A crise financeira afetou todos. Quem ainda não foi afetado, será no futuro", assegurou Kurmanbek Bakiev, presidente do Quirguistão, sede da cúpula.

A primeira sessão do grupo acontecerá dentro de dez dias em Moscou, acrescentou.

No entanto, as repúblicas ex-soviéticas não aprovaram a estratégia de desenvolvimento econômico para a região até 2020, também proposta pela Rússia.

A CEI decidiu adiar uma decisão sobre o assunto para 14 de novembro, quando será realizada uma reunião de chefes de Governo em Chisinau, capital da Moldávia.

A Rússia, cuja política externa gerou recentemente inquietação no mundo todo, inclusive na CEI, tem consciência de que a dependência econômica e energética de seus vizinhos é a melhor garantia de sua lealdade.

Em segurança e defesa, a Rússia já conta com outras estruturas de cooperação regional como a Organização do Tratado de Segurança Coletiva e a Organização de Cooperação de Xangai, que inclui a China.

Da mesma forma que seu antecessor no cargo, Vladimir Putin, o presidente russo considera a CEI uma "zona de especial influência" para a Rússia, na qual não são bem-vindas as tentativas dos Estados Unidos de promover a democracia e as da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de instalar bases militares.

No entanto, embora quase todos os vizinhos tenham apoiado as ações militares russas na Geórgia, nenhum deles reconheceu a independência das regiões separatistas de Abkházia e Ossétia do Sul.

EFE io/fh/rr

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