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Rússia testa com sucesso míssil intercontinental

A Rússia realizou com sucesso nesta quinta-feira um teste com um míssil balístico intercontinental capaz de levar ogivas nucleares, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Defesa russo. O míssil teria sido disparado de um submarino na região do Mar Branco - no norte da Europa, perto da fronteira da Rússia com a Finlândia.

BBC Brasil |

O projétil atravessou praticamente todo o país e atingiu um alvo perto do vilarejo de Klyuchi, na Península de Kamchaka (no Oceano Pacífico, extremo leste russo).

O míssil disparado era do tipo Bulava, um novo modelo que pode dar à Rússia uma capacidade semelhante à dos Estados Unidos de realizar ataques nucleares.

O Bulava (palavra russa que significa "maça", um tipo de arma medieval) foi projetado para ter um alcance de cerca de 10 mil quilômetros e pode carregar seis ogivas nucleares com alvos individuais.

Até agora, a Rússia teve um histórico de dificuldades nos testes com o armamento. Contando o evento desta quinta-feira, já foram realizados quatro testes fracassados e quatro bem-sucedidos com o Bulava.

No passado, o atual primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse que o míssil será um componente-chave na composição futura do arsenal nuclear russo e que poderá penetrar qualquer sistema de defesa antimísseis.

Rice
O teste foi realizado no mesmo dia em que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que a postura adotada pelo governo da Rússia no cenário internacional está levando o país a um "isolamento auto-imposto e à irrelevância internacional".

Em um discurso recheado de críticas à Rússia em Washington, Rice disse que a ofensiva russa na Geórgia, no mês passado, representou um momento crítico para o país e para o mundo, mostrando como o governo russo está se tornando mais agressivo.

"O ataque contra a Geórgia cristalizou o caminho que os líderes russos estão seguindo", disse.

"Em contraste com a posição da Geórgia, a postura adotada internacionalmente pela Rússia é hoje pior do que qualquer outra adotada desde 1991", continuou. "E o custo desse isolamento auto-imposto tem sido alto."
As relações diplomáticas entre Rússia e Estados Unidos vivem um momento difícil, não só por causa da ofensiva russa na Geórgia (um aliado americano no Cáucaso), mas também devido ao plano americano de instalar um escudo de defesa antimísseis na Europa Oriental, o que enfrenta a resistência de Moscou.

Rice salientou no discurso que os Estados Unidos e a União Européia não irão permitir que a Rússia afaste o governo da Geórgia e também advertiu que a crise pode atrasar o ingresso russo na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Anteriormente, o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, havia dito que seria "uma falta de visão política de longo prazo" se os dois países arriscassem suas ligações políticas e econômicas por causa do que chamou de "questões triviais".

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