Rússia alinhará mísseis perto da Polônia, em resposta aos EUA

Por Michael Stott MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, garantiu na quarta-feira que vai colocar novos mísseis perto da fronteira com a Polônia em resposta aos planos norte-americanos de instalar um sistema antimísseis. Medvedev anunciou também que o mandato presidencial será ampliado de quatro para seis anos.

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Em um imponente discurso à nação, ele defendeu a guerra da Rússia contra a Geórgia, apelou ao nacionalismo e atacou a política internacional "egoísta" de Washington, além de "asneiras econômicas" que, segundo ele, causaram a crise financeira mundial.

O tom áspero e os repetidos ataques aos Estados Unidos, no dia seguinte à eleição de Barack Obama como novo presidente norte-americano, surpreendeu alguns observadores, que esperavam um estilo mais leve e detalhes sobre como a Rússia pretende conter a crise.

"Para neutralizar, se necessário, o sistema antimísseis dos Estados Unidos, um sistema de mísseis Iskander será posto na região de Kaliningrado", disse Medvedev, referindo-se à conturbada região na fronteira com a Polônia e a Lituânia.

Medvedev afirmou ainda que a Rússia esmagaria eletronicamente o sistema norte-americano, que terá partes instaladas na Polônia e na República Tcheca. A Rússia também vai arruinar os planos de derrubar três regimentos de mísseis nucleares da época da Guerra Fria, segundo o presidente.

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