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Rússia afirma que expansão da Otan afeta sua segurança

Moscou, 2 abr (EFE).- A Rússia insistiu hoje que a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste Europeu afeta sua segurança, e ressaltou que a luta contra o terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa não exigem a entrada da Ucrânia e da Geórgia na Aliança.

EFE |

"Se a Ucrânia ou Geórgia se transformarem em países-membros, a infra-estrutura da Otan será instalada em seus territórios, e isso afetará diretamente os interesses da Rússia", assegurou Serguei Riabkov, diretor do departamento de Cooperação Européia da Chancelaria russa.

O diplomata assinalou que a Rússia "é um bom exemplo" de que não é preciso ingressar na Aliança para cooperar com este bloco militar em terrenos onde seus interesses coincidam, como a luta contra o narcotráfico no Afeganistão.

"Para a solução dos problemas reais de segurança não é necessário aceitar a Ucrânia e a Geórgia na Otan. Já abordamos com sucesso muitos problemas relacionados com os desafios de segurança em formatos multilaterais", disse.

Riabkov disse que os planos de expansão da Otan, cuja cúpula de chefes de Estado e de Governo começou hoje em Bucareste, não passam de "vestígios da Guerra Fria".

A Rússia vem se manifestando contra a entrada da Ucrânia e da Geórgia na Otan, e chegou a ameaçar posicionar mísseis contra esses países, caso recebam bases militares do bloco militar.

O presidente russo em fim de mandato, Vladimir Putin, viajará para Bucareste para participar do Conselho Otan-Rússia, no qual serão abordados assuntos como a expansão da Aliança, o Tratado de Forças Armadas Convencionais na Europa (Face) e os planos americanos de desdobrar elementos de seu escudo antimísseis na Europa Oriental.

Embora o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tenha apoiado durante sua visita a Kiev a entrada da Ucrânia e da Geórgia, alguns países como a Alemanha e a França consideram tal medida "prematura".

Contudo, tanto Bush quanto o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, afirmaram nos últimos dias que a Rússia não tem "direito a veto sobre as decisões da Aliança". EFE io/gs

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