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Rússia adverte que responderá à agressão

Por Christian Lowe MOSCOU (Reuters) - A Rússia não quer confronto com o Ocidente, mas responderá se for atacada, disse o líder do Kremlin, Dmitry Medvedev, no domingo, um dia antes de os líderes da União Européia se encontraram para decidirem como reagirão às ações de Moscou na Geórgia.

Reuters |

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que pressionaria os líderes da União Européia para que reavaliem seus vínculos com a Rússia em retaliação pela decisão de Moscou de enviar tropas à Geórgia e reconhecer a independência de duas regiões da Geórgia.

O ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, expressou uma posição mais moderada, dizendo que isolar a Rússia poderá prejudicar os interesses da União Européia.

Um diplomata norte-americano de alto escalão disse que Washington espera que a União Européia expresse apoio concreto pela integridade regional da Geórgia, e conclamou a Europa a reduzir sua dependência da energia russa.

Medvedev enfrenta condenação cada vez mais intensa do Ocidente, que acusa a Rússia de ocupar partes da Geórgia, enquanto o Kremlin anunciou que agiu para prevenir o que chamou de genocídio contra as regiões separatistas.

'A Rússia não quer confronto com nenhum país. A Rússia não planeja se isolar,' disse Medvedev em uma entrevista nos três principais canais de televisão russos.

Mas ele acrescentou: 'Todos devem compreender que, se alguém lança uma agressão, receberá uma resposta.'

Ele disse que a lei russa permite que o Kremlin imponha sanções sobre outros Estados, embora o país prefira não tomar essa atitude.

DECISÃO DA GEÓRGIA

Gordon Brown disse que a intervenção da Rússia na Geórgia foi perigosa e inaceitável.

'À luz das ações russas, a UE deverá revisar completamente nosso relacionamento com a Rússia', escreveu Brown em um comentário publicado no jornal britânico Observer.

O ministro de Relações Exteriores alemão disse que Moscou merece críticas, mas que a Europa precisava da cooperação com a Rússia.

'A Europa só vai se prejudicar se resolvermos ceder às emoções e bater as portas de salas em que queremos entrar depois', disse Steinmeier.

A Rússia fornece mais de um quarto das necessidades de gasolina da Europa. Alguns observadores dizem que isso torna improvável o uso de sanções punitivas pelo bloco.

Milhares de georgianos devem se unir a uma 'corrente humana' em Tbilisi, na segunda-feira, com as pessoas dando as mãos pela capital, numa demonstração de unidade.

O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, em pronunciamento à nação, disse que espera que os líderes europeus não 'desistam diante da grosseira tentativa de agressão.'

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