Um general russo acusou nesta terça-feira a Geórgia de não ter reenviado suas forças para os quartéis, como estava previsto no acordo de cessar-fogo.

"Apesar de (o presidente georgiano Mikhail) Saakashvili assinar o plano de paz de seis pontos e aceitar a volta das tropas georgianas a seus pontos de acantonamento permanentes, esta condição não foi cumprida", afirmou o general Anatoli Nogovitsin, chefe adjunto do Estado-Maior do exército russo.

"A atitude da Geórgia complica seriamente a situação e prejudica a retirada das forças russas", acrescentou o militar.

Por sua vez, o porta-voz do ministério georgiano do Interior, Shota Utiashvili, afirmou que as tropas russas na Geórgia não dão sinais de retirada.

"Não há sinais de retirada, em absoluto", declarou Utiashvili à AFP.

O porta-voz acrescentou que não aconteceram movimentações significativas de tropas na madrugada de segunda-feira para terça-feira, e que os russos permaneciam em suas posições.

No entanto, o representante permanente de Moscou na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Dimitri Rogozin, afirmou que a retirada das tropas russas do território da Geórgia já teve início.

Porém, o diplomata disse que os "pacificadores russos" permaneceriam na Ossétia do Sul, uma das regiões separatistas pró-russas da Geórgia.

"Os pacificadores possuem mandato internacional, estão ali de maneira legítima e devem permanecer para manter a paz", alegou.

Por outro lado, a Rússia e a Geórgia trocaram prisioneiros nesta terça-feira, segundo um fotógrafo da AFP em Igoieti, cidade que fica a 30 km de Tbilisi, a capital georgiana.

O fotógrafo assistiu a troca de 13 georgianos - dois deles aparentemente feridos - por cinco russos, em um posto militar na estrada que vai de Tbilisi à estratégica cidade de Gori.

Os georgianos foram levados para o local em dois helicópteros russos.

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