Rupert Murdoch defende ratificação de TLC com Colômbia

Washington, 21 abr (EFE) - O magnata da imprensa Rupert Murdoch defendeu hoje a ratificação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia e afirmou que uma rejeição ao acordo enviaria o sinal de que os Estados Unidos não são um aliado confiável.

EFE |

O acordo, assinado por EUA e Colômbia em novembro de 2006, está pendente de uma votação no Congresso que a oposição democrata liderada pela presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, adiou de forma indefinida.

"A liderança no Congresso precisa saber o que implicaria matar este acordo", disse Murdoch, homenageado hoje por sua trajetória empresarial pelo Conselho Atlântico dos Estados Unidos, um grupo privado que se encarrega de impulsionar a liderança em assuntos de política externa da comunidade atlântica.

O magnata, dono do influente jornal financeiro "The Wall Street Journal", afirmou que "uma derrota do acordo seria a confirmação (para os colombianos) de que os EUA não são um aliado com o qual alguém possa contar".

Essa derrota seria explorada por personagens "como (o presidente venezuelano) Hugo Chávez, que diria às pessoas: 'Vêem, os americanos nunca lhes aceitarão como iguais e parceiros'".

"E, em nível mundial, uma derrota para o acordo de comércio seria interpretada como outro sinal de que os EUA não defendem seus amigos quando as coisas ficam difíceis", disse.

"Ao ratificar o acordo, abriremos um importante mercado para os bens americanos, demonstraríamos a milhões em nosso hemisfério que o caminho para a prosperidade está na liberdade e na democracia", disse o magnata.

Além disso, "daríamos um forte respaldo moral a um líder que luta para oferecer esperança e oportunidades a seu povo em uma parte importante do mundo", afirmou Murdoch.

Os democratas, que controlam ambas as Câmaras do Congresso, decidiram obstruir a votação do TLC até que o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, demonstre mais conquistas contra a impunidade e a violência contra líderes sindicalistas no país.

Também exigem que o Congresso responda primeiro à incerteza econômica que os EUA enfrentam e que afeta especialmente a classe trabalhadora. EFE tb/db

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