R.Unido usa lei antiterrorista para ilegalizar grupo radical islâmico

Londres, 12 jan (EFE).- O ministro britânico do Interior, Alan Johnson, fez hoje uso da lei antiterrorista do Reino Unido para ilegalizar o grupo radical islâmico Al-Muhajiroun, também conhecido como Islã4UK.

EFE |

"A proibição é um ato difícil, mas necessário para reduzir o terrorismo e não é uma medida que adotamos superficialmente", disse Johnson, que decretou a ilegalização mediante uma ordem parlamentar.

A partir desta quinta-feira, pertencer a esse grupo ou assistir a suas reuniões será tipificado como crime e será punido com até dez anos de prisão, enquanto as autoridades poderão fechar sites da internet relacionados à associação.

Anteriormente, o Governo tinha proibido a organização quando era conhecido como Al-Ghurabaa e The Saved Sect.

"Temos claro que uma organização não pode burlar a proibição simplesmente mudando o nome", ressaltou o titular do Interior.

O Islã4UK causou recentemente polêmica ao anunciar uma manifestação pacífica para homenagear os muçulmanos mortos na guerra do Afeganistão, que estava para acontecer em Wootton Bassett (sudoeste da Inglaterra).

Essa cidade tornou-se famosa porque abriga uma base da Força Aérea Britânica onde costumam ser repatriados os corpos dos soldados britânicos mortos no conflito do Afeganistão.

Diante da pressão de seus detratores, que pediram à Polícia que proibisse o protesto, o grupo islâmico informou no domingo passado que abandonava a ideia.

O grupo foi criado nos anos 80 pelo clérigo fundamentalista Omar Bakri Mohammad, que se exilou no Líbano em 2004, e se refundou em meados do ano passado sob a batuta de seu líder britânico, Anjem Choudary.

Embora Mohammad está proibido de entrar em território britânico, continua dando sermões a seus fieis neste país pela internet e por telefone.

Longe de evitar a controvérsia, Al-Muhajiroun ganhou fama por atos nos quais homenageou os "magníficos dezenove", em alusão aos terroristas responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. EFE pa/sa

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