R.Unido tentou recrutar presos em Guantánamo para espionagem

Londres, 6 mai (EFE).- A espionagem britânica tentou recrutar em segredo vários reclusos de Guantánamo e outros centros de detenção utilizados na guerra antiterrorista pelos Estados Unidos, informa hoje o diário The Independent.

EFE |

O M15 (Serviço Secreto de Interior britânico) prometia aos que aceitassem a oferta de trabalhar a seu lado proteção em dos guardas americanos e garantiria seu retorno ao Reino Unido, segundo uma denúncia apresentada por danos morais pelos próprios reclusos no Alto Tribunal de Londres.

Richard Belmar, um dos procurados pelo M15, disse que lhe ofereceram um bom salário caso aceitasse trabalhar como agente secreto.

Já Bisher al-Rauhi, outro dos detidos em Guantánamo, afirmou que lhe prometeram entrar em liberdade "em questão de meses" caso aceitasse a oferta.

Outros três detidos foram ameaçados com medidas de reclusão muito mais duras se não cooperassem, informa o diário britânico.

No entanto, segundo um antigo espião, o MI5 descumpriu as promessas que fizeram aos detidos.

Segundo essa fonte, os agentes do MI5 agiram sob as ordens de seus superiores, que no último momento desistiram de cumprir suas promessas.

A espionagem britânica realizou essa operação clandestina de recrutamento ao mesmo tempo em que o Governo afirmava que os detidos em Guantánamo representavam uma grave ameaça para a segurança mundial.

Segundo o porta-voz para Assuntos Exteriores do opositor Partido Liberal-Democrata, Edward Davey, "todo isso demonstra a cumplicidade do MI5" no escândalo do sequestro e detenção ilegal dos suspeitos de terrorismo em Guantánamo.

Sete pessoas detidas ilegalmente em Guantánamo, no Afeganistão e no Paquistão entraram com um processo de danos morais contra os ministérios britânicos do Interior e de Assuntos Exteriores, e contra os serviços de espionagem MI5 e MI6 (Serviço Secreto no Exterior). EFE jr/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG