R.Unido tende a operar em coalizão em futuros conflitos, diz ministro

Londres, 3 fev (EFE).- O Reino Unido terá provavelmente que operar dentro de coalizões internacionais em futuros conflitos para conseguir uma maior capacidade defensiva, afirmou hoje o ministro da Defesa do país, Bob Ainsworth.

EFE |

Ainsworth apresentou ao Parlamento a proposta do Governo para uma revisão da estratégia de Defesa do Reino Unido, que caso aprovada será aplicada depois das próximas eleições, previstas para maio ou junho.

Segundo o ministro, o país deve estar preparado para trabalhar mais estreitamente com aliados estrangeiros, não só com os Estados Unidos, seu tradicional parceiro, mas também com nações da Europa, especialmente a França.

Para poder enfrentar tanto os desafios defensivos como os cortes orçamentários, será necessária uma "maior integração" para aproveitar melhor os recursos.

O Reino Unido, como outros países, deve "antecipar um amplo leque de ameaças", desde ataques virtuais a possíveis conflitos ligados a recursos naturais, disse Ainsworth.

"Não há nenhuma nação que possa esperar proteger todos os aspectos da segurança nacional atuando sozinha", ressaltou.

Diante deste panorama, as Forças Armadas do Reino Unido devem ser flexíveis para atuar em defesa dos interesses nacionais em conflitos em lugares frequentemente distantes "e muito provavelmente como parte de uma coalizão internacional", apontou o ministro em entrevista coletiva.

O porta-voz de Defesa da oposição, Liam Fox, questionou a viabilidade do apoio de aliados europeus como a França.

"Para nós, há duas perguntas: investem em Defesa? Combatem? Infelizmente, muito poucos aliados europeus passam por esses dois testes", disse.

Ainsworth lembrou que o Ministério enfrenta uma revisão orçamentária que, devido ao alto endividamento do país, levará a cortes, mas não deu números.

O ministro confirmou que segue adiante o plano, aprovado pela Câmara dos Comuns em 2007, de renovar o sistema de dissuasão nuclear Trident, criticado pela oposição liberal-democrata por seu alto custo, calculado em 20 bilhões de libras.

A última revisão estratégica das prioridades de Defesa ocorreu em 1998, um ano depois de o Partido Trabalhista chegar ao poder no Reino Unido. EFE jm/bba

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