R.Unido revisará caso de suspeitos de atentado que foram soltos

Londres, 22 abr (EFE).- O advogado britânico encarregado de zelar pela correta aplicação das leis antiterroristas no Reino Unido revisará a detenção e a libertação sem acusações de 12 suspeitos de planejar um atentado na Inglaterra.

EFE |

Alex Carlile, lorde liberal-democrata designado pelo Governo para controlar essa lei, introduzida a partir de 2000, vai avaliar o ocorrido "como parte de suas tarefas", segundo informou hoje a rede de TV local "BBC".

Os 11 paquistaneses e um britânico detidos há duas semanas em batidas antiterroristas no noroeste da Inglaterra por um suposto complô para cometer um atentado foram postos em liberdade sem acusações por relação ao caso.

Os dois suspeitos que ainda estavam sob custódia policial passaram hoje a estar à disposição da Agência de Fronteiras do Reino Unido, segundo informou a Polícia de Greater Manchester, no norte inglês, um dos três corpos que participaram da operação antiterrorista.

Os 11 paquistaneses - dez deles com visto de estudos -, foram entregues, em várias fases, à Agência de Fronteiras e podem ser deportados, segundo informou o Ministério do Interior, que alegou "motivos de segurança nacional" como argumento para tirar esses homens do R.Unido.

A medida gerou polêmica no Reino Unido, já que a Procuradoria do Estado considerou que "não há provas suficientes" para formular acusações contra os 12, cujos advogados defendem que têm direito de seguir no país.

Os suspeitos foram detidos em 8 de abril em várias batidas em Manchester, Liverpool e Clitheroe por relação com um suposto complô para perpetrar um atentado que, segundo as forças de segurança, era iminente.

A Polícia teve que antecipar a operação depois que o principal responsável por terrorismo da Scotland Yard, o subcomissário Bob Quick - que depois se demitiu -, revelou involuntariamente detalhes da missão ao expor publicamente um documento confidencial.

Após uma ampla operação, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, reiterou que a ameaça era iminente e pediu ao Governo do Paquistão um combate mais intenso aos extremistas. EFE jm/rr

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