R.Unido rejeita versão líbia de acordo para libertar terrorista de Lockerbie

Londres, 22 ago (EFE).- Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Reino Unido negou a existência de um acordo comercial entre o país e a Líbia que estaria relacionado à libertação do único terrorista condenado pelo atentado de Lockerbie, na Escócia.

EFE |

"Não houve nenhum acordo do Reino Unido e da Líbia em relação a (Abdelbaset Ali Mohammed) Al Megrahi ou a eventuais interesses econômicos naquele país", assegurou a Chancelaria, desmentindo assim à versão oferecida por Saif al Islam Kadafi, filho do chefe do Estado líbio, Muammar Kadafi.

Saif al Islam Kadafi insinuou em entrevista para a televisão líbia, que repercutiu hoje na imprensa do Reino Unido, a existência de um pacto comercial e considerou o retorno de Megrahi de "vitória" para o povo líbio.

Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, foi criticado pelo líder da oposição, David Cameron, por seu contínuo silêncio em relação à libertação do líbio, justificada pelo Governo escocês por motivos humanitários.

Megrahi, que só cumpriu oito anos da sua pena mínima de 27, foi condenado à prisão perpétua pela morte de 270 pessoas no pior atentado terrorista da história do Reino Unido. Ele foi libertado por motivos humanitários com o argumento de que sofre de um câncer de próstata em fase terminal.

Segundo informações publicadas pelo jornal londrino em língua árabe "Asharq Al-Awsat", o terrorista líbio, que continua proclamando sua inocência, será recebido pessoalmente por Kadafi.

De acordo com a publicação, que cita uma fonte oficial anônima do Governo da Líbia, Megrahi será "o convidado principal nas celebrações por ocasião do 40º aniversário da chegada de Kadafi ao poder", no próximo dia 1º.

Tal fonte descreveu Megrahi como "um herói nacional que se sacrificou por seu país". EFE jr/bba

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