Londres, 24 abr (EFE).- O Governo britânico apoiou hoje o uso das empresas privadas de segurança nos conflitos armados, mas propôs a adoção de um código ético que previna a abusos durante a realização de seu trabalho.

O chanceler britânico, David Miliband, anunciou, em declaração escrita enviada ao Parlamento, o início de uma consulta com o setor para promover a aceitação do código de conduta, cujo fim é fomentar padrões éticos e humanitários superiores.

No entanto, a falta de obrigatoriedade na aplicação do código foi recebida com indignação por deputados e ONGs, que tinham feito campanha para legislar, e inclusive proibir o uso em guerras do que consideram forças de "mercenários".

Da mesma forma que os Estados Unidos, o Reino Unido utiliza atualmente pelo menos cinco companhias privadas de segurança e paramilitares em suas campanhas no Iraque e no Afeganistão.

No total, há no Reino Unido 28 empresas que oferecem seus serviços de proteção para conflitos armados, com um faturamento de 1 bilhão de libras ao ano (1,106 bilhão de euros).

Miliband assegurou hoje que seu Governo só trabalhará com aquelas empresas que garantam o cumprimento e a promoção de um código ético que foram elaborados conjuntamente pelo Executivo e representantes do setor, que por sua vez se encarregarão de zelar pela aplicação.

"Acreditamos que as companhias de segurança verão que comercialmente é interessante aderir ao código, que será sancionado e supervisado pelo Governo", afirmou. EFE jm/rr

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